Os Ideais Atenienses II
Sexta, 02 de Setembro de 2016

Essencialmente, os “ideais atenienses” são três, em estreita consonância com a pirâmide triangular característica e simbólica que se apresenta inserida no brasão da ACA: ideal da fraternidade humana, ideal da tolerância e ideal do conhecimento.

Estes são os ideais inspiradores que amparam a nossa filosofia de trabalho no amplo campo cultural em que nos propomos a atuar. São ideais que orientam nossas atividades e pensamentos dentro e fora da organização, no ritmo de nossa própria respiração – inspiração e expiração – que se reflete em duas vias principais de ação: a de “formação cultural” e a de “integração social”. Para entender melhor, vejamos hoje o que representa o primeiro deles, o ideal da fraternidade humana.

O ideal da fraternidade humana, no topo de nossa pirâmide, é o ideal relacionado ao primeiro princípio da maioria das instituições filosóficas e culturais tradicionais. Ele inspira inicialmente a formação de núcleos de fraternidade humana em que não exista qualquer distinção de raça, cor, sexo, religião, nacionalidade ou condição social. É um ideal de irmandade, pois todos devem ser recebidos e tratados como irmãos de uma única e grandiosa família, a humanidade.

Certamente os irmãos mais “velhos” e mais “experientes” são os que devem estar à frente dos maiores desafios desse ideal para que todos, num sentido de igualdade de direitos e deveres, possam vivenciar esta condição de relacionamento, nos mais diversos graus de evolução que ela possa exigir ou apresentar.

A fraternidade, como já dissemos, representa uma “irmandade”, o que a difere essencialmente da paternidade, da maternidade ou até mesmo da caridade. Estas últimas são realmente especiais nas mais diversas situações da vida em que o caminho mais salutar a se seguir é o de “dar” o peixe a quem tem fome… é uma prática admirável com a qual muito nos identificamos e nos predispomos a executar quando entendemos sua verdadeira necessidade. Entretanto, frente aos trabalhos e propósitos estabelecidos para a nossa associação, é o ideal da fraternidade que nos inspira, pois ele trata essencialmente da arte e da política do “ensinar a pescar”, que é a via de ação prática característica das irmandades.

Através das nossas conquistas evolutivas, individuais ou grupais, somos naturalmente motivados a compartilhar as experiências adquiridas de forma alegre e feliz para que todos, efetivamente, possam trilhar pelos caminhos ascensionais do ser. Em amplo sentido, devemos todos trabalhar e nos portar como irmãos para alcançar o propósito de evolução elaborado pelo único e altíssimo Pai.

Semana que vem falaremos sobre os demais ideais. Até lá!

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