Missão, Vocação e Profissão
Sexta, 23 de Setembro de 2016

Seguidamente, somos questionados a respeito do sentido da vida. Por termos também, em nossa associação cultural, uma corrente interna de formação filosófica, muitas pessoas chegam até nós com perguntas relacionadas aos seus destinos e escolhas. As respostas podem ser muito diversificadas em se tratando de cada pessoa, de cada caso. Mas, de uma maneira geral, sempre finalizamos o bate-papo destacando o que todos os grandes mestres da humanidade nos ensinaram, que a vida só tem sentido quando trilhamos pelo caminho do amor, da justiça e da bondade. Ainda mais, que para fazer o bem e a justiça ao próximo primeiro deve-se ser bom e justo para consigo mesmo. Deve-se buscar o autoconhecimento, saber de suas virtudes, defeitos, habilidades e limitações.

Juntamente com o questionamento sobre o sentido da vida, chegam-nos perguntas também relacionadas sobre qual a missão, a vocação ou, até mesmo, a profissão que cada um deveria seguir. Uma análise detalhada é preciso para se descobrir a resposta dessas três vias de caminhada que, na verdade, devem tornar-se uma só. Entretanto, de uma forma geral, pairam sim luzes sobre essas dúvidas, luzes estas que muito bem foram aproveitadas por civilizações do passado que se preocuparam realmente com a formação humana. Na antiguidade, as civilizações hindus e egípcias buscaram estabelecer escolas que direcionassem as pessoas para esse encontro com suas vocações, com seus papéis na sociedade. Mas foi no período clássico grego que a sistematização desses procedimentos se tornou mais dinâmica e pública para o mundo ocidental, deixando verdadeiros ensinamentos para os nossos dias. Os gregos, ao optarem pela concepção tripla da constituição do homem, considerando ter ele um corpo, uma alma e um espírito, muito nos ajudaram a resolver esse problema da missão, da vocação e da profissão que cada um deve desempenhar.

Se fossemos resumir todas essas relações aqui apresentadas, poderíamos dizer que o sentido da vida muito se revela por estas três descobertas: a da missão, da vocação e da profissão que cada um deve ter. Pois bem, a missão está relacionada com o espírito humano. Em princípio, tendo todos os homens espíritos iguais, então a missão de um está estritamente identificada com a de outro qualquer. Se a missão do espírito neste mundo consiste em “evoluir”, muito já sabemos sobre o que cada um deve fazer nessa esfera missionária.

A vocação, por sua vez, está relacionada com a alma, que é o elemento de ligação entre o espírito (que é divino) com o corpo (que é mundano). Pois, assim, cada alma, em seu estado de evolução, tem uma vocação já mais diferenciada neste mundo. Já a profissão tem muito a ver com o corpo que cada um possui: sua estrutura física, biológica, emocional e intelectual. A profissão a ser escolhida deve respeitar essa materialização com a qual cada um está intimamente ligado.

Comentários