Política (parte 2)
Sexta, 14 de Outubro de 2016

Bom dia, amigos! Hoje seguimos discorrendo sobre a verdadeira política, tal como fizemos na semana passada.

Vamos recordar Platão, que dizia que a verdadeira política deve ter em vista o cui-dado da alma (verdadeiro homem). Toda forma de política que pretenda ser autêntica deve ter em vista o bem dos cidadãos; obviamente, é preciso saber que o verdadeiro bem do ho-mem é o bem espiritual. O seu corpo físico é apenas um casulo passageiro e fenomênico.

A política que tem em vista apenas o corpo, o prazer do corpo e tudo que é relativo à dimensão não autêntica do homem é uma falsa política. Ela se manifesta porque muitos ho-mens são vítimas de um conhecimento que é apenas imperfeito, porque está baseado na pura “opinião”.

O meio para se libertar desta situação não é outro senão a filosofia, acreditem! Mas para se chegar à filosofia é preciso que estes homens que ainda se encontram encarcerados por suas próprias e limitadas opiniões sejam dirigidos por homens sábios, mais capacitados e preparados, que estejam comprometidos com a verdadeira política que tem, como objeto, o justo meio, o dever, o oportuno, o conveniente nas esferas mais importantes da vida da ci-dade ou país. Aí está a identificação da filosofia com a política!
O caminho para a formação política e filosófica em nossos dias demanda a criação de instituições educacionais e socioculturais que sejam realmente núcleos fomentadores das práticas do “cuidar da cidade”, do “cuidar da alma dos cidadãos”.

É neste cenário que a ACA (Associação Cultural Atena) se insere, com a missão de proporcionar o “desenvolvimento integral” de seus associados e colaboradores, tornando-os agentes da construção de um mundo justo e fraterno dentro dos ideais artísticos, científicos, políticos e filosóficos. Buscamos incansavelmente cumprir nossa missão, sempre inspirados pela prática da fraternidade, da tolerância e do conhecimento.

Nestes novos tempos, precisamos todos passar da categoria de animais racionais para a categoria de humanos em seu verdadeiro sentido! E isto significa pensar, sentir, falar e agir sempre com o espírito de coletividade e autoconhecimento, sem que nenhum cidadão seja excluído dos cuidados do Estado ou do convívio social por pensar de forma diferente. A harmonia política, econômica e social deve ser estabelecida à custa e esforço de todos! Muitos podem imaginar que isto seja mera utopia, mas como dizia Platão: “Pouco importa se exista ou possa existir tal cidade (país), basta que cada um viva sob as leis dessa cidade (pa-ís)…”

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