Sabedoria Delta
Sexta, 04 de Novembro de 2016

Para se chegar à sabedoria, é preciso trilhar um longo caminho.

Muitos sábios deixaram pegadas nitidamente providenciais e fraternas para que não ficássemos andando em círculos ou de um lado para o outro a ponto de empacarmos em nossa própria evolução. Entretanto, por desinteresse pessoal ou por tantos outros impedimentos alheios à nossa vontade, deixamos de embarcar nessa caminhada tão magnífica que conduz à felicidade.

Para entender o que é a sabedoria precisamos obviamente vivenciá-la. Se ainda não nos tornamos sábios, resta-nos então, pela própria sensatez, escutar àqueles que neste patamar já chegaram.

Entre tantos mestres e iluminados que já trilharam esse caminho, hoje citamos o filósofo macedônio Aristóteles, discípulo direto de um mestre ainda maior, Platão.

No começo de sua Metafísica, Aristóteles aborda a questão do saber por excelência, que é o que justamente chamou de Filosofia Primeira.

A primeira frase da Metafísica diz: “Todos os homens tendem, por natureza, a saber. O sinal disso é o gosto que temos pelas sensações e, sobretudo, pela sensação da visão”. Mas há, ainda, outros modos superiores de saber: a experiência (empeiria), por exemplo, no sentido de “experiência das coisas”.

A experiência é um conhecimento de familiaridade com as coisas, de um modo imediato e concreto que só é possível no campo individual. Por isso, a empeiria não pode ser ensinada, só se pode estender a outro condições de adquirir essa mesma técnica, essa mesma experiência.

Uma outra maneira de saber mais elevado ainda é a arte ou técnica (tekhné), pois é um “saber fazer”. O tekhnites (perito ou técnico), o homem que sabe fazer alguma coisa específica conhece os meios que se hão de empregar para alcançar os fins desejados.

Todavia, a arte não nos dá o saber individual, apenas um certo saber universal, uma ideia funcional das coisas. Por isso pode-se ensinar, já que do universal pode-se falar, enquanto que o individual só pode ser visto ou mostrado por cada um. Daí a tekhné ser superior à empeiria, embora esta última também seja necessária.

A tekhné dá-nos o “como” das coisas. Porém, só conhecemos algo, plenamente, quando sabemos suas causas e primeiros princípios. E este saber nos é dado apenas pela sabedoria, a sophia. Este saber supremo deve dizer-nos o que as coisas são e porque são. Precisa demonstrar as coisas a partir de seus princípios, suas essências.

Contudo, os princípios não são demonstráveis (no sentido material) – por isso são princípios. Não derivam de nada, mas tudo deriva deles. Assim, faz falta uma intuição dos princípios para conhecê-los: o Nous (percepção espiritual), que, junto com Epistême (ciência – o saber demonstrativo), compõe a verdadeira sabedoria (o grau supremo da ciência), que tem por objeto o ente como tal, as coisas enquanto entendidas em suas causas e princípios.

Pois bem, a “Sabedoria Delta” será o evento a ocorrer no dia 15 de novembro, das 8 às 22 h, no auditório do Cantelle Hotel, em Frederico Westphalen/RS, destinado às pessoas que estão buscando viver mais intensamente o caminho da ciência (epistême) e espiritualidade (nous). Estão previstas palestras, vivências e debates para todo o dia. Mais informações pelo cel (55) 9671-7097 ou na página “Sabedoria Delta” no facebook. Participe!

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