Corrupção
Sexta, 02 de Dezembro de 2016

És agora como uma folha amarelecida;
Os comparsas do Julgador Supremo rondam teus passos
Estás postado às portas da morte
Sem provisões para a jornada.

Estás agora no termo da vida,
Pronto para comparecer à presença do Supremo Julgador
Sem local de repouso ao longo da jornada
E sem provisões.

Como a ferrugem que corrói
O próprio ferro que a formou,
Assim as transgressões mergulham
O transgressor em estados de aflição.

A má conduta é corrupção na pessoa;
A cupidez é corrupção naquele que dá.
Traços maus ameaçam os corruptos
Neste mundo e no próximo.

Mais corrupta ainda
É a ignorância, a maior das corrupções
Abandonai-a, ó senhores,
Ficai livres dela!

Fácil é a vida
Para o homem sem consciência
Espalhafatoso como um corvo
Impertinente, falso, descuidado e corrupto.

Difícil é a vida
Para o homem com consciência
Sempre em busca do que é puro,
Lúcido, sincero, cauteloso e imaculado.

Aquele que mata, mente, rouba,
Vai para outra esposa ou se entrega à bebida e aos tóxicos
Arranca suas próprias raízes
Aqui neste mundo

Bom homem, fique sabendo disso:
Os traços do mal são infatigáveis!
Não permitas que a cobiça e os erros
O oprimam com um sofrimento infindável.

Não há fogo como a luxúria,
Não há grilhão como o ódio,
Não há armadilha como a ilusão,
Não há rio como o desejo.

Trecho do Dhammapada (500 a.C. – Buda), adaptado por Giancarlo Cerutti Panosso

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