A queda das nações
Sexta, 09 de Dezembro de 2016

Bom dia, amados leitores. Como se desconstrói uma nação?!

Aprendiz: Impérios do passado sucumbiram à força militar dos povos mais fortes, tais como o Império Romano. Eram tempos em que uma nação soberana era regida pela lei do mais forte. E hoje, em que a diplomacia vigora nos 193 países integrantes das nações unidas, como uma nação pode ser destruída?

Mestre: Toda nação se torna forte e soberana se a sua base gestora estiver alicerçada em códigos capazes de congregar o povo num comportamento harmônico que, para tanto, os governantes precisam gerar políticas públicas para desenvolver as capacidades psíquicas e humanas na sociedade (sistema educacional), a fim de que surja a compreensão desses códigos e, consequentemente, a aceitação e as práticas. Em outras palavras, trata-se do conhecimento das leis que fundamentam o comportamento social, a ordem e o progresso.

Aprendiz: Mas se todos forem capazes de entender e seguir as bases da harmonia social, leis/Constituição, somente a força bruta seria capaz de destruir essa nação, como foi no passado das civilizações.

Mestre: Exatamente. A soberania de uma nação inicia com a harmonia social interna que está estabelecida nas leis do país. Assim, quando autoridades eleitas ou nomeadas que servem de modelo virtuoso, direcional e motivacional para o comportamento do povo deixam de respeitar essas leis, ou seja, desvirtuam as leis em benefícios pessoais e coorporativos, inicia-se um processo de autodestruição dessa nação.

Aprendiz: E quem tem o direito de fiscalizar essas autoridades que participam do processo gestor dos governos, Estados e municípios?

Mestre: As câmaras de vereadores e as assembleias legislativas têm o dever de fiscalizar os atos do Executivo, enquanto que o Ministério Público tem o dever, independência e autonomia de fiscalizar os atos do Legislativo e do Executivo.

Aprendiz: E se o Executivo fizer acertos com o Legislativo para ambos se beneficiarem e, ainda, fazerem conchavos com os representantes do Ministério Público ou com as autoridades do poder máximo do Judiciário (STF), o que pode ocorrer?

Mestre: Se os magistrados forem influenciados pela política dos interesses coorporativos ou pessoais, então surge um momento de atenção a toda a população, pois a base da soberania da nação poderá ser corrompida e gerar indignações, desgostos, por parte da sociedade que respeita as leis e cumpre com seus deveres. Por exemplo: devido à má gestão financeira de governantes poderiam surgir medidas do Executivo aprovadas pelo Legislativo e sem a devida fiscalização do Judiciário.

Aprendiz: Mas, por exemplo, quem seriam os responsáveis pela falência econômica de um Estado? Quem deveria ser penalizado por essa incompetência? Dizem que a soma da dívida de todos os Estados de um país é de 430 bilhões e o governo central já arrecadou quase dois trilhões só de impostos, como é que os Estados estão falidos?

Mestre: Falácias de crises, de falências, servem como instrumento político para aprovar medidas drásticas nos programas sociais, tais como mudanças na previdência, cortes salariais, reduções nos serviços essenciais da nação (educação, saúde, segurança), ao mesmo tempo em que favorecem as políticas coorporativas e de privatizações. Tenham uma ótima semana e que Deus ilumine vossas mentes e corações!

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