Liceu Cultural (Parte 1)
Sexta, 27 de Janeiro de 2017

Bom dia, caro leitor!

A partir de hoje você irá acompanhar a história da construção do Liceu Cultural na cidade de Frederico Westphalen, desde os seus primeiros passos até a formação final dos adolescentes - que irão compor um verdadeiro “exército de paz” após completarem os estudos e atividades socioculturais propostas pela Associação Atena. Vamos pensar e trabalhar juntos, para melhorar cada vez mais a harmonia social em nossa cidade e em nosso país.

Comecemos por olhar a realidade mundial em que estamos inseridos. Mesmo com tantos avanços científicos, tecnológicos, econômicos e sociais numa era informacional, o homem continua vivendo cercado de incertezas e desafios. A sociedade, de um modo geral, continua perdida e desamparada. As instituições se demonstram ineficientes e desorganizadas. As nações continuam individualistas e desajustadas. E o mundo parece um lugar perigoso para se viver...

A realidade humana que se apresenta é mero reflexo da atitude do próprio homem que ainda falha na condução de sua própria evolução. Por que há tanta miséria e corrupção nesse mundo? Por que os homens continuam se odiando e se matando em pleno século 21?

Em seu cerne, a humanidade possui todas as respostas e explicações... Mas poucos ainda estão preparados e dispostos a mergulhar na essência das verdades que glorificam a convivência humana. E por quê? Porque o próprio homem falha em sua autoformação.

Há milhares de anos se sabe que a base para se obter qualquer resultado produtivo, harmonioso e satisfatório em uma sociedade é a “educação”, pautada por princípios que visem desenvolver no ser humano pelo menos quatro virtudes elementares: a prudência (sabedoria), o valor (coragem), a temperança (equilíbrio) e a justiça.

A educação não pode visar ao individualismo, à cobiça, ao ódio, à injustiça e a tantas outras desgraças que corrompem a harmonia do viver em sociedade. A educação deve desenvolver no ser humano suas melhores aptidões morais e intelectuais.

Para uma adequada educação, as crianças devem estar sempre cercadas de beleza e amor, sem que nenhuma crise dos mais velhos chegue aos seus ouvidos.

Os adolescentes, por sua vez, devem frequentar instituições especiais que lhes despertem o ímpeto de liderança e cidadania para desempenharem no futuro heróicas vocações.

A juventude deve estudar e capacitar-se segundo as suas próprias aptidões práticas, preparando-se, num “exército de paz”, para colaborar na obra pública, até chegar à idade adulta e ganhar o título de “cidadão”, que sanciona a plenitude de uma vida intelectual e prática.

A velhice, por fim, deve ser a plenitude de paz e a introdução ao invisível, tendo o Estado a obrigação de prover todas as suas necessidades, garantindo segurança econômica e social suficiente e merecida a todos aqueles que dedicaram anos de trabalho à sociedade.

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