O lugar do ser humano na natureza (parte 1)
Sexta, 28 de Abril de 2017

As reflexões da senhora Annie Besant são sempre fantásticas.

Annie Wood Besant foi uma oradora e escritora inglesa reconhecida em vários países por seus trabalhos relacionados aos temas da vida espiritual e da filosofia esotérica. Nasceu em 1847 e morreu em 1933, aos 86 anos de idade, tendo sido, durante sua vida, entre outras coisas, teósofa, militante socialista, maçom, ativista e defensora dos direitos das mulheres, uma das mais notáveis oradoras da sua época e autora de uma vasta obra literária sobre Teosofia. Por muito tempo conduziu a Sociedade Teosófica, após a morte de sua mestra Helena Blavatsky.

Annie Besant é uma fonte inesgotável de inspiração para os atenienses e sempre que possível, recorremos a ela para obter mais esclarecimentos sobre os diversos assuntos filosóficos relacionados à existência humana.

A senhora Besant sempre trabalhou em prol da harmonia entre os povos e o despertar da consciência humana. Os que aprofundam os estudos em sua obra literária, logo compreendem que o ser humano faz parte de um grande sistema de evolução. Fica explícito que o ser humano é um dos elos de uma grande cadeia de elos hierárquicos, cujo primeiro anel manifestado faz parte da própria vida divina, e que, elo após elo, constitui as grandes hierarquias ou classes de Inteligências espirituais em evolução.

O ser humano, ao deixar sua morada divina original, ingressa na hierarquia de entidades espirituais para tomar, enfim, contato com a manifestação que conhecemos como sendo o nosso próprio mundo.

Este mundo, expressão do pensamento divino, está inteiramente penetrado pelo divino, sendo toda a lei expressão desta natureza divina; o próprio estudo da manifestação de uma lei é o estudo da inteligência divina na natureza.

Assim, o mundo não deve ser considerado como constituído, unicamente, por matéria e força (opinião da ciência materialista), mas como sendo, essencialmente, vida e consciência, evoluindo para se manifestar nisso que conhecemos como matéria e como força.

A forma humana, por sua vez, é animada pela alma e pelo espírito. A alma, no corpo, manifesta-se como inteligência. O espírito, pela evolução da alma, manifesta-se gradualmente no universo exterior.

Investigar o mundo é uma tarefa realmente gigantesca. Investigar o homem, também é um grande desafio. Na semana que vem, iremos sondar com mais profundidade o lugar do ser humano na natureza, sob as luzes de esclarecimentos da maestra Annie Besant.
Fiquem em paz e até a próxima semana!

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