O Número Pi
Sexta, 04 de Agosto de 2017

Desde 2008 a ACA desenvolve um projeto que tem como objetivo básico socializar o conhecimento matemático. Nesse trabalho, busca-se evidenciar amplamente o caráter utilitário, cultural, formativo, sociológico e estético da matemática através do desenvolvimento de modelos e valores que resgatam as relações e práticas que no passado suscitaram verdadeiras paixões por essa ciência-arte. Sim, no passado muitas pessoas eram apaixonadas pelo conhecimento matemático. Isso lhes dava muito poder e status, e muitos acabavam adquirindo verdadeiras fortunas pela habilidade que possuíam em trabalhar com os números e as relações entre eles.
Voltar a despertar nas pessoas, principalmente nos jovens, o gosto pela matemática não é uma tarefa difícil. É até prazerosa. Por isso, seguidamente estamos em escolas realizando palestras e cursos para mostrar que a matemática não é um bicho de sete cabeças.
Uma das práticas mais usadas nesse nosso projeto, intitulado de “O Resgate da Matemática”, é o resgate da própria história da matemática, que permite vislumbrar o contexto em que essa ciência-arte foi desenvolvida, ajudando-nos a entender as razões de hoje termos que estudar tantas conceituações e teorias numéricas em nossos bancos escolares.
A curiosidade que apresentamos hoje é a do estabelecimento do valor para o número Pi. Historicamente falando, sempre se buscou estabelecer relações entre as dimensões dos objetos, principalmente os circulares, visto que a roda, o disco, as engrenagens etc., sempre foram de extrema utilidade para o desenvolvimento da humanidade.
Os babilônios, os hebreus e os chineses, há mais de 4000 anos, já utilizavam o número 3 como o resultado da divisão do comprimento de uma circunferência pelo seu diâmetro (Circunferência/Diâmetro). Os egípcios, por sua vez, em 1500 a.C., usavam o número 3,16. Entretanto, Arquimedes, um grego que viveu no século 3 a.C., foi quem primeiro obteve um resultado muito bom para esse quociente:
22/7, que é igual a (3 + 1/7), ou na notação decimal: 3,14...
Foi só a partir do século 18 que o resultado desse quociente passou a ser indicado pela letra grega (Pi). Isso se deve ao fato de a letra Pi ser a letra inicial da palavra grega “         ” que significa periferia, circunferência.
Em 1988, Yasumasa Kanada, um japonês, especialista em computação, conseguiu calcular o número Pi com mais de 200 milhões de casas após a vírgula, visto que esse número é irracional, ou seja, não podemos prever quantas casas decimais ele possui. No entanto, geralmente de duas a quatro casas decimais são suficientes para a maioria dos cálculos relacionados a esse número: Pi = 3,1415...
Para identificarmos uma das diversas aplicações do número , podemos pensar no caso de um fabricante de aros de rodas para bicicletas. Se as rodas que ele fabrica devem ter o diâmetro de um metro de altura, conhecedor da relação entre o comprimento da circunferência e seu diâmetro (o número Pi), ele sabe que precisa, então, encomendar barras de metal de 3,14 metros para moldar os aros circulares dessas rodas.

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