Democracia selvagem
Sexta, 07 de Fevereiro de 2014

É, caro amigo leitor, os reflexos estão aí. A cada ano que passa o país cresce populacionalmente, mas as reformas e melhorias estruturais não acompanham nem de perto o ritmo acelerado da primeira. Os meios de comunicação nos revelam constantemente realidades que podemos ver com os nossos próprios olhos em todos os cantos deste imenso “Brasil”, “terra prometida”, “terra de ninguém”. A saúde está precária, a educação está decadente, a segurança está dando medo, os transportes estão deficitários, os impostos estão cada vez mais pesado$, a corrupção já tomou conta das instituições que eram para ser incorruptíveis, os partidos oportunistas já aparelharam o estado e suas repartições públicas, o governo e a oposição já selaram os mais absurdos acordos, e o respeito, a honestidade e a honra já não estão mais em voga em todas as escalas da sociedade brasileira - se é que um dia estiveram nesta colônia de exploração.

Não tem mais como as pessoas de bem ficarem alheias e estáticas à realidade desastrosa de nosso país. Desastres de um capitalismo exacerbado que deflagram uma democracia selvagem, onde os interesses do capital através da propaganda e dos grandes meios de telecomunicações praticamente decidem as eleições de massa com voto direto em enormes distritos eleitorais, e onde milhões de eleitores são obrigados a votar em uns poucos candidatos que nem sempre, ou quase nunca, apresentam as melhores qualificações.

Solução há - para tudo na vida. Diminuamos o nosso individualismo. Ele já foi muito longe. Despertemos nosso senso de dever. As pessoas instruídas, estudadas, educadas, cultas, são certamente as responsáveis pela ignorância dos incultos. Os ricos e poderosos são os responsáveis pela desorganização do estado. Um povo enfraquecido e ignorante não tem condições de liderar uma mudança harmoniosa, ou sequer uma revolução, que conduza a uma vida mais justa e feliz para todos os concidadãos. Quem dera usássemos a língua italiana para chamar aos nossos compatriotas de “brasiliano” ao invés de “brasileiro”. Sim, porque “brasiliano”, por sua terminação gramatical, denomina concidadão, tal como italiano, americano, jamaicano etc. Já o termo “brasileiro” denomina profissão (aquele que carregava o Pau-Brasil durante a colonização...), tal como ferreiro, marceneiro, engenheiro etc. Até a denominação genérica que temos como concidadãos (e ensinamos às nossas crianças) nos remete a um status de individualidade, e não de nação. 

E outros erros fundamentais e mais crassos acontecem em nosso país. Aqui na terra brasilis se confunde estado com governo. Ora, ora, o estado é a “nação inteira”, organizada sobre um plano definido, para o aumento da felicidade humana e o desenvolvimento da capacidade de sua população. Estado não é governo nem governo é estado. Precisamos compreender que o fundamental da riqueza, o essencial da riqueza, não pode ser monopolizado pelos indivíduos!

Quem sabe este ano de copa mundial e de eleição presidencial em nosso país seja um ano de reviravolta em tudo o que está errado na nação “brasileira”! Vamos lá brasilianos!

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