Liberdade de Pensamento
Sexta, 28 de Março de 2014

Olá caro amigo leitor! Na semana passada vimos que um “Ideal” é uma ideia fixa, boa, justa e verdadeira possuída por um indivíduo, de tal modo viva que forma o seu caráter, inspira o seu coração e ilumina o seu espírito. Buscamos esclarecer antecipadamente este conceito a fim de divulgar os Ideais que inspiram a Associação Cultural Atena.

Entretanto, antes de enunciarmos os “Ideais Atenienses”, ainda precisamos tratar de duas ideias-bases que se apresentam como que raízes da nossa organização: a ideia da “liberdade intelectual” e a ideia de que “para o homem evoluído os Ideais inspiradores são melhores guias do que os Códigos e Leis”.

Ambas as ideias, se bem entendidas e vivenciadas, têm sobre a vida um impressionante poder de elevação. Todavia, se mal compreendidas ou deixadas de lado, causam uma atrofia do crescimento do homem prejudicando o seu próprio progresso. 

Hoje, vamos falar exclusivamente da ideia da liberdade intelectual, a liberdade de pensamento, estreitamente ligada à “razão”, que é um reflexo da Sabedoria Divina a se manifestar dentro do cérebro humano.

A liberdade de pensar, de usar a razão ao máximo, de pôr em dúvida toda a proposição e todo o fato, permite que a nossa inteligência se expanda. Só quando a inteligência existe em absoluta liberdade é que pode o homem atingir a sua grandeza como inteligência espiritual viva. Só assim pode ele sondar as profundezas do ser e realizar o que está dentro de suas possibilidades divinas.

A natureza humana é tal que o conhecimento é a sua própria essência, e quanto mais o homem investiga, com liberdade de pensamento e uso da razão, mais ele se aproxima da verdade. É por isso que a associação Atena tem como uma de suas principais raízes a ideia-base da liberdade intelectual, que por si só torna possível a convivência pacífica e harmoniosa entre seus integrantes, sejam eles da cultura, filosofia ou religião que desejarem. Ninguém precisa renunciar aos dogmas, ensinamentos ou crenças de suas respectivas fés, e não há nenhuma arte, cultura, doutrina ou opinião - ensinada ou sustentada por quem quer que seja - que deva constranger qualquer membro da associação. Respeitando os princípios fundamentais que regem a associação, qualquer integrante pode exercer destemidamente seu próprio direito de liberdade de pensamento e de expressão, desde que esteja, é claro, dentro dos limites da cortesia e da consideração para com os demais.

Esta é uma primeira ideia-base com a qual nos identificamos muito. Na próxima coluna falaremos sobre a segunda. 

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