O Mundo Oculto
Sexta, 26 de Setembro de 2014

Uma das virtudes mais admiráveis que o homem moderno pode apresentar é a da prudência, principalmente quando ele evita julgar algo ou alguém que não conhece. E o desconhecido está em toda a parte neste mundo. Há um mundo oculto que nos rodeia, para além dos nossos cinco sentidos.

Quando não se conhece uma pessoa, um país, uma nação, uma cultura, um ramo da ciência ou da natureza, seja lá o que for, é muito comum prejulgarmos o que não conhecemos sem ter elementos reais e verdadeiros para um correto juízo. 

Neste trato com o desconhecido, algumas pessoas se mantêm céticas e contentam-se em vivenciar apenas aquilo que está ao alcance de suas mãos, visível aos seus olhos carnais. Outras, entretanto, por intuição ou curiosidade, não se contentam com o aparentemente explícito e sentem uma necessidade constante de desbravarem tudo aquilo que não conhecem. Quando fazem esta incursão de forma metódica e organizada, são chamados de cientistas ou pesquisadores. São termos relativamente novos na história da humanidade. No passado, estas mesmas pessoas eram chamadas de ocultistas, pois estudavam o lado oculto da natureza. Na verdade, buscavam estudar a natureza em sua “totalidade”, e não apenas em sua mínima parte tal como é o objeto de investigação dos cientistas modernos. 

No presente estágio de nosso desenvolvimento, sem dúvida a maior parte da natureza é inteiramente desconhecida da humanidade, porque esta ainda não desenvolveu senão em proporção insignificante as faculdades que possui. É por isso que o homem comum baseia sua filosofia (se é que tem alguma) sobre terreno de todo inadequado. Suas ações moldam-se mais ou menos de acordo com as poucas leis da natureza que ele conhece. Em consequência disso, tanto a sua teoria da vida como o seu comportamento diário são necessariamente incorretos. Os ocultistas, por sua vez, adotavam uma atitude muito mais compreensiva, porque levavam em conta as forças dos mundos superiores cuja ação está oculta aos materialistas, e assim pautavam suas vidas com obediência ao código integral das leis da natureza, em vez de o fazer considerando tão somente a expressão ocasional e fragmentária dessas leis.

Este resgate vem sendo feito através dos cursos de filosofia de nossa associação. Os estudantes estão, pelo menos em teoria, cada vez mais familiarizados com a ideia de que tudo tem seu lado oculto; e também sabem que, na grande maioria dos casos, esse lado invisível é de importância muito superior ao que é visível ao olho físico. Namastê!

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