O Patriotismo
Sexta, 17 de Outubro de 2014

O patriotismo ainda não amadureceu em nosso país, mesmo passado mais de 192 anos de sua “independência”. Nem com a realização da Copa do Mundo no “país do futebol” acumulada com as eleições presidenciais neste ano de 2014 proporcionou um significativo avanço neste caminho. Os brasileiros continuam lutando por sua sobrevivência ou por suas metas pessoais. Mas uma coisa deve ser esclarecida: assim como devemos ter consideração aos pais que nos criaram, à família da qual fazemos parte, também temos deveres para com a terra onde nascemos, pois o lugar do nosso nascimento não é uma questão do acaso. Nascemos exatamente no ambiente que merecemos - o mais adequado para ajudar na nossa evolução. É o lugar em que não devemos esperar só receber, mas principalmente dar e ajudar, visto que é pelo serviço que se aprende melhor.

Devemos estar sempre preparados quando o país nos chamar para prestar serviços. Fazer despertar a boa vontade sempre que se fizer necessário ao bem geral, ainda que isto venha a acarretar contratempo individual ou particular. Devemos esquecer os próprios interesses e aspirações privadas, por amor ao próprio país. Só assim mudanças significativas acontecem.

Alguns zombam do patriotismo, dizendo que é perda de tempo. Outros consideram que é metade virtude, metade vício – índice de um estágio inferior de desenvolvimento. Pois bem, ambas as opiniões são equivocadas. Com argumentos iguais se pode também zombar do amor à família. O amor à família e o amor à pátria até podem ser mais limitados que o amor universal; entretanto, são importantes estágios no caminho para este último.

Se o homem primitivo pensa unicamente em si, representa para ele um grande progresso a ampliação desse amor àquilo que se chama família; e aprender a sentir e a pensar em termos de seu país já significa um passo ainda mais adiante naquele caminho. Mais tarde aprenderá a sentir e a pensar em termos de humanidade como um todo, e então começará a perceber que o animal e a planta são seus irmãos, embora irmãos mais novos, e que toda a vida é a Vida Divina.

Um estágio é necessariamente indispensável para se chegar à meta do patriotismo: a renúncia ao sossego e a comodidade, deixando de lado inclusive oportunidade de lucro, sacrificando sua própria vida a fim de servir a pátria, de ajudar a nação. Esta é a mudança necessária a todos os brasileiros, principalmente aos líderes políticos e governantes em geral. Estes últimos, sem dúvida, devem ser os primeiros a praticarem o patriotismo pelo exemplo de suas próprias vidas. Que o Brasil seja agraciado com estas personalidades o mais breve possível!

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