A Felicidade
Sexta, 31 de Outubro de 2014

Mais do que um direito, temos o dever de ser feliz, um dever que não é tão difícil de ser cumprido. Mas então por que muitos homens e mulheres são frequentemente infelizes?

A felicidade é um estado mental! Por isso, o sofrimento que provém de doença física ou acidente não representa necessariamente uma barreira para a felicidade, mesmo que muitas vezes haja boa parcela de mentalidade associada a elas, que pode ser atenuada pelo raciocínio.

A Justiça eterna governa o mundo, não havendo nenhuma possibilidade de acontecer conosco o que não tenhamos merecido. E como a Justiça eterna é ao mesmo tempo Amor eterno, tudo o que nos sucede serve para ajudar o nosso desenvolvimento - obviamente quando aceitamos de maneira correta e esclarecida o ensinamento que ali se encontra implícito. Queixar-se ou lamentar-se por causa do sofrimento, além de ser um desperdício inútil de energia, é uma atitude de vida inteiramente insensata e inexata, que certamente nos faz perder a oportunidade de evolução que está em prova.

Existem, sim, causas mais frequentes da infelicidade habitual. A maioria delas está associada ao desejo, ao desgosto, ao medo e a ansiedade.

Muitas pessoas não são felizes por causa do desejo. Estão sempre sofrendo pelo que não possuem: riqueza, fama, poder, posição social, sucesso nos relacionamentos etc. E de todas as paixões que surgem atreladas a estes desejos, as mais venenosas são a inveja e o ciúme. 

Outras pessoas sofrem de uma angústia inútil e sem esperança originada pelo desgosto. Tinham dinheiro, e o perderam. Tinham posição social, e a perderam. Tinham seus entes queridos próximos, e os perderam. Geralmente a sensação de perda de algum status ou sentimento é que provoca o afastamento da felicidade.

Muitos vivem com medo da morte, de ficarem doentes ou de perderem os bens que possuem. Ignoram que o homem não morre, mas apenas põe de lado o corpo, tal como se abandona uma roupa usada. Vivem em terrível angústia por algo que evidentemente pode acontecer, mas que não precisaria de tão constante preocupação, pois em nada contribui intensa aflição.

Por fim, há os que vivem sofrendo por causa da ansiedade. As mesmas considerações anteriores nos mostram a futilidade das preocupações e lamentações. Se o mundo está nas mãos de Deus, e se todos nós trabalhamos sob suas leis imutáveis, é evidente que só nos cabe cumprir com o nosso dever de acordo com o nosso campo de ação, buscando as realizações de forma inteligente. Lamentar-se pelo modo como as coisas estão ocorrendo ou preocupar-se demasiadamente com o que acontece, com certeza, é ser insensato com a proposta de vida e felicidade com a qual temos a obrigação de cumprir. Busque ser feliz, pois é um dever que temos para com a divindade!

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