MICROBIOTA INTESTINAL (Flora Intestinal) (2a. parte) continuação
Sexta, 13 de Fevereiro de 2015

SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
Esta é uma doença crônica, benigna, que não muda o tempo de vida mas piora a qualidade de vida das pessoas. Frequente em mulheres jovens, iniciando após uma infecção alimentar, tem sido um grande desafio para os médicos. Nesta doença está alterada a motilidade intestinal, a sensibilidade aos sintomas bem como alteração do sistema neuroimuno-humoral. Nos últimos anos tem sido provada a influência da microbiota intestinal que está alterada na maioria dos pacientes onde há um super crescimento da flora com presença de gemes patógenos ou seja, uma disbiose. Medicamentos ajudam a combater os sintomas, mas a grande esperança futura está no uso de probióticos que estão sendo muito estudados com resultados promissores.
INTOLERÂNCIA A LACTOSE
Intolerância à lactose decorre da falta da digestão deste hidrato de carbono pela lactase, enzima de nosso intestino. Pode ser de origem genética ou adquirida. Na Europa do norte apenas 2% da população tem deficiência enquanto no Brasil, temos 80%. Nos brasileiros de origem europeia 60% tem deficiência sendo que, nos de origem africana ou asiática ocorre em 100%. A deficiência pode surgir após grandes infecções alimentares decorrente de disbiose.
A falta de lactase determina em muitas pessoas a intolerância que é acompanhada de distensão abdominal, cólicas, diarreia intensa. Muitos têm deficiência de lactase, mas não desenvolvem intolerância. Isto se deve a uma perfeita eubiose do intestino grosso pois bactérias efetuam ação semelhante à lactase intestinal permitindo sua absorção pelos intestino.
DOENÇA CELÍACA
A doença celíaca surge por uma sensibilidade ao glúten, proteína existente no trigo na cevada e no centeio. Estes alimentos determinam uma destruição da mucosa intestinal impedindo a absorção dos alimentos e determinando diarreia grave e desnutrição do paciente. O tratamento é a dieta livre de glúten, que na maioria dos pacientes determina uma resolução dos sintomas. Algumas pessoas não respondem à dieta. Os estudos mostram que as pessoas não responsivas apresentam uma alteração de sua microbiota intestinal. Alguns estudos mostram que o uso de determinados probióticos podem ser úteis na recuperação dos pacientes.

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