Sistema digestivo – doença do refluxo gastroesofágico
Sexta, 13 de Dezembro de 2013
Uma das doenças mais prevalentes do sistema digestivo é a doença do refluxo gastroesofágico (RGE). Frequente na primeira infância, diminui na puberdade e volta aumentar na idade adulta atingindo seu pico na senectude.
Quando a pessoa ingere alimento, o mesmo é conduzido pelo esôfago até o estômago. No final do esôfago existe uma válvula, chamada Esfíncter Inferior do Esôfago (EIE), que impede o alimento refluir ao esôfago. Quando o EIE está doente permite o refluxo do ácido gástrico, podendo ocasionar lesões no esôfago e até nas vias respiratórias superiores, quando atingidas pelo líquido refluído.
O RGE pode determinar sintomas digestivos, como a azia, dor esofágica, dificuldade de engolir, retorno do conteúdo gástrico à boca e hálito forte. Pode causar, também, sintomas fora do aparelho digestivo, como dor torácica após refeição, tosse continuada, sintomas de asma, faringite, amigdalite, sinusite e alterações da língua e dos dentes.
Estes sintomas podem surgir ocasionalmente. No entanto, se algum dos sintomas acima lhe incomodarem no mínimo três vezes por semana, procure um médico, pois é muito provável que tenha doença do refluxo.
Muitos pacientes apresentam sintomas desde a primeira infância. São crianças vomitadeiras, asmáticas e que apresentam repetidas inflamações de garganta. Os sintomas melhoram com a idade, desaparecem na adolescência e retornam após os 30 anos. Esta situação está ligada à hereditariedade.
A maioria dos casos surge durante a vida e tem os seguintes fatores de risco: Hérnia de hiato, gravidez, obesidade, excesso de álcool, fumo, asma, diabete, doenças reumáticas, e podem surgir após tratamento da bactéria do estômago.
O diagnóstico é facilmente estabelecido pelo médico especialista em 80% dos casos sem exames. Sua comprovação pode ser feita através de exames, como endoscopia, Raio X de estômago, pHmetria, manometria esofágica e impedanciometria. Na maioria das vezes, a endoscopia é suficiente para a comprovação.
O tratamento atual com medicamentos é muito eficiente aliviando os sintomas. Uma cura definitiva pode se obter com cirurgias feitas por videolaparoscopia, com pouca dor e recuperação rápida, e que, na mão de cirurgião experiente cura mais de 90% dos casos.
Para prevenir a doença ou para mantê-la sob controle adote o seguinte estilo de vida:
Não fume e reduza o álcool.
Faça cinco refeições diárias, pois, com isto, reduz a necessidade de sobrecarregar o estômago.
Reduza os alimentos gordurosos e condimentados.
Ingira pouco líquido nas refeições.
Perca o excesso de peso.
Não se deite e nem faça exercícios forçados logo após as refeições. Fique sentado ou faça pequenas caminhadas.
Estressado, não se alimente. Sente-se, relaxe e, quando estiver tranquilo, alimente-se.
 
Para finalizar deixamos como observações finais:
•Não se automedique, pois os sintomas acima podem ser sinal de doenças mais graves, principalmente quando tem início após os 50 anos.
•O prognóstico da DRGE é muito bom. Atendendo milhares de pacientes com esta doença nunca vi nenhum caso de câncer causado por ela, embora o mesmo seja descrito na literatura médica.
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