Sistema digestivo - intestino / Divertículos
Sexta, 20 de Dezembro de 2013
Com o avançar da idade algumas alterações surgem no corpo humano, frutos da flacidez dos tecidos e de estilo de vida adotado. Como exemplo temos os divertículos do intestino grosso que constituem uma doença chamada diverticulose. A causa principal da diverticulose é uma dieta com poucas fibras associada a uma vida com muito estresse.
Divertículos são pequenas bolsas que surgem no intestino grosso, principalmente, no lado esquerdo do mesmo cuja frequência aumenta com a idade, estando presente aos 80 anos em mais de 80% das pessoas.
Em 80% das vezes não causam sintomas, e sua descoberta se faz em exames solicitados com outras finalidades. Em 20% podem evoluir com dor no lado esquerdo do abdome, que sendo do tipo cólica, aliviam com a evacuação ou com eliminação de flatos.
Cerca de 10% dos divertículos podem complicar inflamando (diverticulite) ou causando hemorragia intestinal. A diverticulite se caracteriza por dor intensa, febre, perda do apetite a e alteração do hábito intestinal. Se surgirem estes sintomas procure o médico, pois atendida a tempo é resolvida pelo uso de medicamentos. Se retardado o atendimento, a cirurgia é inevitável.
Hemorragias por divertículos são pouco frequentes e se manifestam pela eliminação de sangue coagulado pelo ânus. 
O diagnóstico de diverticulose é feito por retossigmoidoscopia ou colonoscopia que são exames onde se introduz um aparelho pelo ânus que visualiza a doença. Em caso de diverticulite  é desaconselhável fazer colonoscopia devido ao risco de perfuração. O exame indicado é a tomografia computadorizada. Na inexistência desta, o ultrassom e o Rx podem ser usados.
A prevenção da diverticulose e da diverticulite se faz com dietas semelhantes à da constipação intestinal que veremos a seguir.
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
O conceito de intestino preso varia de pessoa a pessoa e do cliente para médico.
Na medicina entende-se intestino preso a eliminação de fezes endurecidas pelo ânus.
A maioria das pessoas evacuam diariamente ou de 2/2 dias, o que é perfeitamente normal. A constipação intestinal pode ser definida como defecação insatisfatória caracterizada por evacuações infrequentes, dificuldade de passagem das fezes ou ambas. A dificuldade na passagem das fezes inclui esforço para defecar, sensação de evacuação incompleta, fezes duras(ver quadro anexo), tempo prolongado para evacuar e eventualmente a necessidade de manobras manuais para auxiliar a defecação. Na tabela anexa, temos nas três primeiras exemplos de fezes duras. A quarta e a quinta correspondem à evacuação normal. A sexta e a sétima correspondem à diarreia.
 
Pessoas de mais de 50 anos ficam constipadas por diversos motivos. Alimentam-se menos; ingerem menos fibras e líquidos; são mais sedentárias e muitas tomam medicamentos que podem contribuir para a redução dos movimentos intestinais.A automedicação com laxantes agrava o problema em vez de resolvê-lo. Estado emocional depressivo, fobias e outros podem determinar constipação em idosos.
Os sintomas principais são distensão abdominal, sensação de evacuação incompleta, dor para evacuar e, por vezes, a presença de sangue vivo nas fezes que decorre do trauma anal pelas fezes empedradas. Atenção: presença de sangue escuro misturado nas fezes, pus, secreção, febre e emagrecimento podem estar relacionados a doenças orgânicas e uma consulta com especialista é obrigatória. 
As seguintes medidas ajudam na regularização do intestino:
•Beba de 6 a 8 copos de líquido por dia.
•Aumente progressivamente a ingestão de fibras com verduras e alimentos integrais. Dentre as verduras, o repolho, a couve, brócolis e mostarda são os mais recomendados. Devem ser ingeridos aferventados, pois se ingeridos crus poderão aumentar muito os gases intestinais. Aveia, linhaça e granola são ótimos.
•Proponha-se a fazer exercícios diariamente, pois o intestino é sensível aos mesmos.
•Acostume seu intestino a funcionar em horário determinado, preferentemente após a refeição matinal. Mantendo-se horário regular cria-se reflexo que o intestino obedece.
•Evite laxantes e enemas, pois melhoram temporariamente mas agravam o problema.
•Se estas medidas não resolverem o problema consulte seu médico, pois poderá estar ocorrendo algo mais grave.
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