Exames Complementares – Parte 5
Sexta, 24 de Julho de 2015

TESTES RENAIS:
Para medir a função dos rins das pessoas usam-se exames de sangue e de urina. Citaremos os mais comuns. Dosagem de ureia e da creatinina que, quando alterados, indicam que se deve prosseguir na investigação.
UREIA:
A dosagem de ureia no sangue ajuda a compreender a função renal. Muito usada antigamente, hoje tem seu uso limitado, pois além das doenças do rim outros fatores como doenças do fígado, hemorragias digestivas ou ingesta excessiva de carne podem levar a um aumento da ureia sanguínea. É, no entanto, ainda um bom exame para se avaliar a função renal. Em alguns centros a ureia está sendo substituída pela dosagem de nitrogênio ureico, que é menos sujeito a erro. Seus valores são:
• Ureia: de 15 a 45 mg/dl em pessoas normais. Ingestão excessiva de carne pode aumentar o nível sanguíneo e a desnutrição baixá-lo. Aumentos persistentes indicam função renal alterada.
• Nitrogênio ureico: de 8 a 20 mg/dl. Sofre as mesmas variações da ureia, mas sua medida é um marcador mais fiel.
EXAME QUALITATIVO DE URINA:
O exame qualitativa da urina é um exame muito útil na prática clínica. Seu exame inclui a análise do aspecto físico da urina, sua densidade, seu pH, presença de sangue, leucócitos e bactérias bem como a medição de algumas substâncias como glicose, proteína e outros.

Aspecto físico: a urina deve ser limpa, eventualmente opaca, de cor amarelo claro, citrina, amarelo escuro ou mesmo âmbar. Cores diferentes apontam para alterações ligadas a doenças.
O volume urinário do adulto é de 600 a 2000 ml/dia, dependendo do estado de hidratação do paciente. Alterações para menos pode ser desidratação ou insuficiência renal. Volumes maiores do que 2000 ml estão ligados muitas vezes ao diabete.
A densidade deve estar entre 1014 a 1030. Fora desta margem aponta para doenças.
A análise química pode apontar a presença aumentada de:
• Proteína: ocorre após esforços físicos, mas no geral, indica doença renal.
• Cetonúria: indica a eliminação aumentada de gorduras comuns em diabéticos.
• Bilirrubina, que é um pigmento, quando aumentada indica doenças do fígado.
• Glicose: sua presença aponta para a existência de diabete.
• Sangue: comum em doenças do rim ou da bexiga.
• Leucócitos( glóbulos brancos) com número aumentado mostra infecção.
• Pode ainda haver excesso de cristais sólidos relacionados a outras doenças.
O exame de urina tem extrema valia, não é conclusivo muitas vezes, mas sinaliza doenças que serão investigadas em exames mais sofisticados.

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