EXAMES COMPLEMENTARES – parte 6
Sexta, 31 de Julho de 2015

CREATININA:
É outro exame que pode ser feito para testar a função renal. Medida no sangue, em jejum, a creatinina tem seus valores normais de 0.5 a 1 mg/dl nas mulheres e de 0.7 a 1.5 mg/dl nos homens. A creatinina provém da degradação dos músculos, ou de alimentação rica em carnes e ainda pode ser produzida nos glomérulos renais. Aumenta em pessoas desidratadas.
Um aumento da creatinina no sangue indica um mau funcionamento renal, uma destruição muscular ou ainda ingestão excessiva de carne. Como está sujeita a variáveis, o resultado deve ser tomado com cautela, devendo ser completado com outro exame chamado depuração da creatinina, que é mais trabalhoso, mas é mais fiel na indicação de disfunção renal.

ÁCIDO ÚRICO:
O ácido úrico é uma substância produzida no organismo pelo metabolismo de proteínas provenientes de animais ou plantas jovens, a partir de um componente das mesmas chamada purina. No geral é produzido no organismo. Em quantia que varia de 4 a 7,2 mg/dl não causa problema para o organismo.
Seu aumento se dá por produção excessiva (má alimentação), por incapacidade renal de eliminá-la ou ainda por ação de certos medicamentos que interferem na sua eliminação.
Quando aumentado o ácido úrico pode se depositar nas articulações dando um tipo de reumatismo chamado gota, doença muito dolorosa. Depositando-se no rim pode formar cálculos (pedras). Recentemente trabalhos têm mostrado que seu aumento pode prejudicar o coração.
O exame é feito por coleta de sangue em jejum.
Muitas substâncias podem também ser medidas na urina. A maioria dos laboratórios estão em condições de fazer esses exames, que são cobertos por planos de saúde e pelo SUS.
TESTES HEPÁTICOS (Avaliação do fígado)
O fígado é a nossa grande fábrica de nosso organismo onde são geradas proteínas, anticorpos, detoxicantes e muitos outros elementos indispensáveis para a vida humana. Sua importância foi reconhecida pelos médicos da antiguidade a ponto que esses filósofos colocavam o fígado como a sede da alma humana.
Sabemos que uma pessoa pode ter temporariamente seu coração, seus pulmões e seus rins substituídos por máquinas extra corpóreas, o cérebro pode ser desligado através de coma induzido por dias a fim, mas o fígado não pode ser dispensado mais do que algumas horas, pois sem ele haveria a morte certa.
O fígado, por sua importância e por ser o grande filtro humano sofre de inúmeras doenças. Doenças genéticas, degenerativas, infecciosas, tóxicas e até como importante sede de implantes cancerosos dos diversos órgãos do organismo. A questão é de como podemos examinar tão complexa máquina?
Um bom exame do fígado passa, obrigatoriamente, por uma boa história, na qual procuramos detectar fatores genéticos, infecções prévias, doenças ocupacionais, sensibilidade a medicamentos e a tóxicos em fábricas e ambientes. Um bom exame físico deve seguir a uma cuidadosa tomada de informações, sendo, estes dois recursos, responsáveis por mais de 80% dos diagnósticos de doenças hepáticas. Exames complementares servirão para comprovar a doença em suspeição ou ainda para estabelecer uma doença obscura.

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