EXAMES COMPLEMENTARES- parte 7
Sexta, 07 de Agosto de 2015

TESTES HEPÁTICOS (Avaliação do fígado)
O fígado, por sua importância e por ser o grande filtro humano, sofre de inúmeras doenças. Doenças genéticas, degenerativas, infecciosas, tóxicas e até como importante sede de implantes cancerosos dos diversos órgãos do organismo. A questão é de como podemos examinar tão complexa máquina?
Um bom exame do fígado passa, obrigatoriamente, por uma boa história onde procuramos detectar fatores genéticos, infecções prévias, doenças ocupacionais, sensibilidade a medicamentos e a tóxicos em fábricas e ambientes. Um bom exame físico deve seguir a uma cuidadosa tomada de informações, sendo, esses dois recursos, responsáveis por mais de 80% dos diagnósticos de doenças hepáticas. Exames complementares servirão para comprovar a doença em suspeição ou ainda para estabelecer uma doença obscura.
Os exames complementares do fígado são feitos com dois objetivos. O primeiro, ver se suas células estão saudáveis e em perfeito funcionamento, sendo feito, no geral, através de exames de sangue. O segundo é para ver sua forma e distribuição dos tecidos, ou seja sua anatomia. A definição da anatomia é feita por exames de imagem como o ultrassom, o ultrassom com doppler, o ultrassom com elastograma, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e outros menos usados. Iniciaremos pelos exames de sangue.
Entre as enzimas produzidas pelas células hepáticas, algumas são mais fiéis marcadores da saúde do fígado e por isso são as primeiras a serem solicitadas. São as aminotransferases, também conhecidas por transamínases:
ALT (alanina aminotransferase, também, chamada transaminase glutamica-pirúvica, SGPT) e a AST (aspartato amino transferase, também chamada de transaminase glutamico oxalacética, SGOT) são as mais importantes.
Valores normais: no homem a ALT é de 10 a 55 un/l e a AST é de 10 a 40 un/l, enquanto na mulher AST é de 7-30un/l e ALT é de 9-32 un/l.
É um ótimo exame para avaliar hepatites agudas, quer virais ou alcoólicas, bem como hepatites tóxicas quando seus valores sobem a níveis dez vezes maior do que o normal. Sua sensibilidade diminui em doenças crônicas como hepatite B e C e em hepatite por gordura hepática (esteatose).
FOSFATASE ALCALINA: é um exame valioso para diagnosticar doenças colestáticas, isto é, doenças em que a drenagem da bile para o intestino está comprometida. Tem um fator limitante que é o de sofrer influência de doenças ósseas e da idade, sendo elevadas na infância apesar da inexistência de doença do fígado. Seus valores normais são de 45 a 115un/l no homem e de 30 a 100un/l na mulher. Seu aumento tem alto valor preditivo e em caso de dúvida pode se acrescentar outro exame com mesma finalidade, porém pouco disponível, que é a medida da 5´-nucleotidase. Outro exame que pode complementar a fosfatase alcalina é a Gama GT.
GAMA GT (gama-glutamil transpeptidase) é outra enzima produzida no fígado e que tem grande valor diagnóstico em doenças hepáticas. Indicada em acompanhamento de hepatites, assume grande valor na hepatite alcoólica, na qual um aumento da mesma pode nos trazer a convicção que o portador está abusando do álcool. No homem seu normal é até 60 unidades e na mulher até 45ui.
DESIDROGENASE LÁTICA. Usada como teste hepático, hoje seu uso está mais restrito ao acompanhamento de infarto do miocárdio, em que se constitui em fiel marcador. (Continua)

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