TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Sexta, 04 de Setembro de 2015

Tomografia computadorizada é um exame que conjuga Rx com um computador para tornar as imagens mais precisas e completas. Com o paciente deitado, uma máquina roda em torno do paciente e toma imagens de diversos ângulos. Isso permite um exame mais apurado do corpo que é, por assim dizer, fatiado de centímetro em centímetro e possibilita ao especialista uma conclusão muito precisa dos órgãos internos, bem como a transferência para telas 2D ou mesmo para aparelhos de 3 dimensões.
A tomografia tem uma grande vantagem sobre o Rx convencional que é de permitir a visualização de órgãos com densidades diversas, o que difere do Rx que mostra órgãos com grande densidade, ossos, de média densidade, músculos, e de pouca densidade, ar. Assim, a tomografia é um exame de alto valor para o estudo da cabeça, do tórax, do abdômen, da pélvis porque mostra a presença de tumores, inflamações, sangramentos, aumento ou diminuição de órgãos, a situação dos vasos sanguíneos pela angiografia computadorizada e permite, ao mesmo tempo, o diagnóstico e o tratamento.
Este exame de grande resolução, no entanto, deve ser usado com muita parcimônia pois ele traz prejuízos ao corpo humano. Nos Estados Unidos, instituições de saúde têm feito muita pressão para se reduzir a intensidade dos raios na tomografia. Uma tomografia causa no organismo uma irradiação que corresponde a fazer um Rx diário por 462 dias seguidos. Naquele país, durante o ano de 2009, as estatísticas mostraram que tomografias causavam em média o surgimento de 29 mil casos de cânceres com cerca de 14 mil mortes. Estudos mostram que se um adulto fizer 4 tomografias em espaço curto de tempo ele desenvolve um risco de 2% de desenvolver um câncer.
A pergunta é: "Não devo fazer uma tomografia pelo risco". A reposta é que a tomografia é um exame de extrema valia no acompanhamento de cânceres operados ou tratados, doenças cerebrais, pancreática e muitas outras. Não se deve, no entanto, aceitar que o médico solicite tomografia para diagnosticar dor abdominal ou torácica, pois existem outros meios não prejudiciais para realizar esta pesquisa como o simples ultrassom.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA:
Exame incorporado recentemente a métodos diagnósticos, ele é de extremo valor e está disponível na maior parte das cidades de médio porte do Brasil. Utiliza ondas de rádio que passam através do corpo e realinham átomos que são enviados a um computador, que gera a imagem analisada pelo médico especialista. Para sua realização, o paciente é colocado em um leito que se move através de um túnel que é um scanner com alta potência magnética.
A ressonância magnética é importante para analisar o cérebro do qual se captam imagens de alto valor diagnóstico. Ela é indicada também para exames da coluna cervical, órgãos internos e vasos sanguíneos com a vantagem de, normalmente, não usar contraste. Também é usada para testar a função do coração e outros órgãos, que são analisados após exercícios físicos. Por não ter irradiação ionizante, é menos prejudicial que a tomografia. Como a pessoa tem de ficar em um túnel fechado, parada e ouvindo altos sons, é desaconselhável a pessoas que tenham claustrofobia ou síndrome de pânico. Se necessária for, pode ser feita sob anestesia geral.

MEDICINA NUCLEAR
A medicina nuclear é um recurso sofisticado que utiliza a injeção de pequenas quantidades de substâncias radioativas para demonstrar, principalmente, a função de diversos órgãos. A substância radioativa emite raios gama que são captados por um dispositivo chamado "gama câmera", que os processa e os converte em imagens de cores diferentes de acordo com a quantia de raios absorvidos. Essas substâncias radioativas são incorporadas a outras de acordo com o órgão a ser examinado.
A medicina nuclear é especialmente útil para examinar a função do coração em repouso ou após exercício, para examinar a função e o tamanho do pulmão, dos rins e dos ossos. Pode também ser usado para os órgãos do aparelho digestivo, principalmente em crianças, quando outros exames necessitem a cooperação do paciente, exigência dispensada na medicina nuclear.

PET
O Pet (Positron Emission Tomography) é uma tomografia que combina medicina nuclear com tomografia. Injetam-se substâncias radioativas que serão captadas pelos tecidos e enviadas para um scanner, que imprime as imagens emitidas.
É de alto valor diagnóstico, de alto custo, pouco disponível, e que é usado para exames do cérebro, do coração, bem como rastrear a presença de gânglios (ínguas) comprometidos por cânceres e que orienta o médico para estabelecer o tratamento quimioterápico a ser usado pelo oncologista.

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