Exames complementares
Sexta, 18 de Setembro de 2015

EXAMES ENDOSCÓPICOS

Para examinar órgãos do organismo, o médico pode fazê-lo diretamente com sua visão, usar pequenos instrumentos no ouvido, por exemplo, ou ainda usar aparelhos que permitem o exame em órgãos profundos não acessíveis à visão normal. Esses aparelhos, chamados endoscópios (endo=dentro, scopio=visão), trouxeram à medicina recursos valiosos que permitiram ver órgãos internos, retirar amostras, esvaziar líquidos e ainda fazer alguns tratamentos sem a necessidade de incisões antigamente usadas.

Usado pela primeira vez em Roma por Soranus, o endoscópio se constituía em tubo rígido pelo qual se fazia passar uma luz de lampião. O desenvolvimento da endoscopia só não foi maior devido a restrições das religiões monoteístas, que consideravam esses exames impuros. No século XIX médicos alemães desenvolveram alguns aparelhos. Por volta de 1920 foi criado o primeiro gastroscópio com tecnologia mais rudimentar, que foi usado até os anos 70 em nosso meio.

Fibras óticas são compostas de vidro ou material semelhante que permitem a passagem da luz ou ondas eletromagnéticas sem perda de qualidade. Foram usadas inicialmente na comunicação. Basil Hirschowitz idealizou em 1957 seu uso para a medicina. A partir de então, teve rápido desenvolvimento a criação de aparelhos para os diversos fins. Citaremos alguns dos mais usados no meio médico:

ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA: Também chamada gastroscopia, permite, após introdução de aparelho pela boca, examinar o esôfago o, estômago e o duodeno. É um exame com baixo nível de desconforto, muito seguro, podendo ser feito sobre sedação, permitindo o médico a:
• Diagnosticar lesões do tubo digestivo alto.
• Retirar fragmentos da mucosa para exame, ou ainda como tratamento de lesões pré-cancerosas como pólipos e displasias.
• Cauterizar vasos sangrantes ou ainda dilatar áreas estreitadas dos órgãos.
• Retirar corpos estranhos inadvertidamente engolidos.

ENTEROSCOPIA: É um exame que diagnostica doenças do intestino delgado. Aparelho de alto custo e de difícil manuseio, disponível em grandes centros médicos. Como o intestino delgado dificilmente é acometido por câncer e as doenças que nele ocorrem são diagnosticadas por exames laboratoriais ou de raios-X, seu uso ainda não se generalizou devido a poucas indicações, do grande investimento e do difícil treinamento de seu operador.

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