Sistema digestivo - Intestino
Sexta, 27 de Dezembro de 2013
PÓLIPOS INTESTINAIS:
Pólipos intestinais são verrugas que acometem crianças e adultos. Os pólipos das crianças são benignos e podem desaparecer com a idade. Seu sintoma principal é a hemorragia intestinal. A retirada do pólipo cura definitivamente o problema e não há necessidade de haver acompanhamento.
Os pólipos dos adultos acometem principalmente o intestino grosso e surgem, geralmente, após os 50 anos. Existem três tipos de pólipos: os adenomas, os pólipos inflamatórios e os pólipos hiperplásicos. Os adenomas devem ser retirados e acompanhados, pois eles têm um potencial de se transformar em câncer intestinal (75% dos cânceres do intestino grosso iniciam por pólipos). Os inflamatórios e hiperplásicos não evoluem e poderiam ser deixados. Como o endoscopista não tem certeza de que pólipo se trata na ocasião do exame deve retirar todos e mandar para exame patológico.
Embora possa dar ocasionalmente uma hemorragia, o pólipo geralmente é silencioso e é descoberto nas colonoscopias feitas com finalidades diversas, incluindo as preventivas. 
A colonoscopia é um exame preventivo eficiente que existe e se aconselha realizar uma vez aos 50 anos e depois a cada 10 anos, se nada for encontrado. Se houver pólipos adenomatosos este tempo é reduzido conforme o tamanho e a característica do mesmo.
Cerca de 20% dos pólipos são hereditários e devem ser acompanhados desde a puberdade, pois eles têm significativo potencial de cancerizar. Quando muito numerosos determinam grande sofrimento dos pacientes e a cirurgia (retirada de parte do intestino grosso) deve ser realizada.
Não existem tratamentos comprovados para cura dos pólipos, que, uma vez descobertos devem retirados. Se forem muito grandes a remoção pela endoscopia torna-se inviável havendo necessidade de realizar uma cirurgia com retirada de um segmento do intestino grosso. Aspirina, alguns anti-inflamatórios e vitaminas C e D reduzem a recidiva dos mesmos.
CÂNCER DO INTESTINO GROSSO
O câncer do intestino grosso é a neoplasia mais prevalente nos países desenvolvidos, quando analisados os dois sexos. Nos Estados Unidos anualmente são diagnosticados 150 mil casos novos e 50 mil mortes pela doença. No Brasil, sua incidência tem aumentado, mas há redução das mortes devidos aos melhores recursos no diagnóstico e no tratamento.
Cerca de 10% dos tumores de intestino são diretamente ligados à genética, e é muito grande a possibilidade de que os filhos repitam a saga dos pais. São tumores que surgem antes dos 40 anos imitando a idade em que os pais apresentaram a doença. 90% têm vínculos mais frágeis, embora existam, com a genética. Surgem em idade mais avançada.
Nestes casos os genes costumam estar adormecidos sendo despertado pelo estilo de vida da pessoa. Fumo, álcool, gorduras saturadas, infecções e poluentes são fatores desencadeantes.
Devemos suspeitar de câncer do intestino grosso quando pessoas com mais de 50 anos apresentem repetidos sangramentos intestinais, cólicas intestinais intensas e repetidas, consistente mudança do hábito intestinal, fraqueza, cansaço e inexplicável perda de peso. Nestas ocasiões o médico especialista (gastroenterologista ou coloproctologista) deverá ser procurado.
Para fazer o diagnóstico é necessário um bom exame clínico seguido de toque retal. A comprovação se faz através de exames como pesquisa de sangue oculto nas fezes, retossigmoidoscopia para tumores próximos ao ânus, e colonoscopia que é o exame padrão ouro para o diagnóstico. Exames alternativos em caso de não poder fazer colonoscopia como em cardíacos graves podem ser usados. Raios-X de intestino grosso e a colonoscopia virtual que é uma espécie de tomografia são alternativas.
TRATAMENTO: Quando o câncer estiver bem no início, chamado câncer pré-invasivo, poderá ser removido pela colonoscopia, dispensando a cirurgia. Numa fase um pouco mais avançada, o tumor poderá ser resolvido por uma cirurgia por videolaparoscopia. Em tumores avançados, no entanto faz-se necessário o uso de quimioterapia para todos os tumores e radioterapia quando o tumor estiver localizado no reto.
A boa notícia é de que a mortalidade por câncer de intestino grosso tem sido reduzida significativamente nos últimos tempos, graças ao diagnóstico precoce, e a tratamento mais efetivos. Em fases bem iniciais a cura chega a 90%, mas em estágio avançado com ínguas e invasões de outros órgãos, infelizmente, não passa de 10%.
PREVENÇÃO: A prevenção é baseada em estilo saudável de vida, exercícios físicos regulares, abandono do fumo e redução do álcool, redução do sal e de gorduras saturadas bem como vigilância permanente após os 50 anos com realização de pesquisa de sangue oculto de 2/2 anos e de colonoscopia a cada 10 anos. 
 
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