Síndrome metabólica – parte 1
Sexta, 06 de Novembro de 2015

Por síndrome entende-se em medicina um conjunto de sintomas e sinais que caracterizam uma patologia. A síndrome metabólica, antigamente chamada de síndrome X, é uma doença da civilização moderna e é caracterizada por diversos sintomas e sinais ligados à obesidade e a outros fatores. 

Embora existam diferentes critérios para o diagnóstico da síndrome metabólica (OMS, NCP, EGIR), para se caracterizar o problema é necessário, para adultos, que a pessoa tenha três ou mais dos seguintes sintomas:

Obesidade: perímetro abdominal maior que 102cm para homens, 90cm para mulheres)

Hipertensão arterial: Pressão arterial igual o superior a 130/85 mmHg

Hiperglicemia: glicose igual a ou maior do que 110 mg/dL em jejum

Redução do colesterol bom (HDL abaixo de 40mg/dl no homem e abaixo de 50mg/dl na mulher). Colesterol ruim, LDL acima de 100 mg/dl.

Hipertrigliceridemia: Nível de triglicerídeos acima de 150 mg/dL.

Resistência insulínica 

Causas

Atribui-se a síndrome metabólica a diversos fatores como:

Fatores genéticos.

Resistência insulínica. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas que abre os poros das células para a entrada da glicose, onde vai atuar como fonte energética. Há pessoas em que a insulina perde esta capacidade, permitindo que a glicose aumente no sangue e falte no interior das células e cause inflamação nas mesmas e elevação dos níveis sanguíneos desse açúcar. 

Obesidade: pacientes com índice de massa corporal acima de 30 são os mais sujeitos

Sedentarismo: considerado um dos fatores mais importantes na gênese da síndrome.

Rotinas irregulares de sono, descanso e alimentação.

Dietas ricas em gorduras e hidratos de carbono.

Envelhecimento.

Distúrbios hormonais, principalmente em mulheres.

Devido à alteração da glicose no sangue, surgem alterações em todo o organismo. As gorduras elevadas no sangue depositam-se nas artérias e favorecem o surgimento de ataques cardíacos ou cerebrais. Seu depósito nas células do fígado causa o fígado gorduroso (esteatose hepática), que pode evoluir até a cirrose hepática. A glicose eleva-se progressivamente, determinando um diabete tipo II, que é também fator de maior risco cardíaco e redução da imunidade.

A coluna segue com mais informações sobre a síndrome metabólica na próxima semana. 

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