Cirurgia robótica
Sexta, 20 de Novembro de 2015

Desde 2006 foram introduzidos na medicina robôs que realizam, manobrados por médicos, diagnóstico e/ou cirurgias especializadas. O robô fica ao lado da cama enquanto o médico pode estar à distância conectado ao mesmo pela Internet. Exemplo disso aconteceu alguns anos antes, durante o atentado de 11 de setembro, quando na mesma hora em que se destruíam as Torres Gêmeas ocorria, em um hospital de Nova York, uma cirurgia robótica realizada via internet por um especialista que estava na Alemanha.

Um grande avanço foi dado quando se construiu, baseado em projeto desenvolvido na Nasa, um robô chamado Da Vinci, criado pela empresa americana chamada "Intuitive Surgical", que opera com muita segurança e qualidade. Hoje há cerca de 700 desses robôs no mundo. O Hospital Sírio Libanês iniciou seu uso em 2008, sendo que atualmente existem robôs nas principais capitais do país.

O robô permite mais segurança na cirurgia, tem maior mobilidade (seus braços giram 360 graus enquanto que o braço humano apenas 180), reduz o risco de contaminação devido à diminuição de pessoal na sala cirúrgica, opera em 3 dimensões enquanto na videolaparoscopia opera-se em 2D, e determina uma recuperação mais rápida para o paciente. Como fatores limitantes temos o alto custo do equipamento, a necessidade de grande treinamento da equipe cirúrgica e um maior tempo anestésico, pois o procedimento até o momento é bem mais demorado do que a cirurgia convencional.

CÁPSULA ENDOSCÓPICA:

A cápsula endoscópica é um instrumento do tamanho de uma cápsula de medicamento que utiliza a tecnologia desenvolvida na ciência espacial. Ingerida, ela percorre nosso tubo digestivo emitindo imagens captadas por um monitor colocado à cintura do paciente e que depois será analisado por um médico. Consegue um número impressionante de fotos, até 50 mil, dependendo da rapidez que percorre o trajeto. Lançada com muito entusiasmo, tem indicação formal nas hemorragias digestivas não-diagnosticadas após uma endoscopia e uma colonoscopia. Sangramentos do intestino delgado diagnosticados pela cápsula são pouco frequentes. 

Indicada inicialmente para outras doenças como doença celíaca, doença de Crohn, pólipos, teve o entusiasmo reduzido pois a mesma não tem capacidade de biopsiar, ou seja, de colher amostras. Melhor para a doença celíaca é uma endoscopia digestiva alta com biópsias da terceira porção do duodeno, facilmente alcançável, ou ainda um outro exame endoscópico chamado enteroscopia, que penetra no intestino delgado, retira fragmentos e até trata lesões existentes.  Pólipos do intestino delgado, quando não presentes no Intestino Grosso, são raros e, na maioria, benignos. Na doença de Crohn, a limitação é que essa doença evolui com estreitamentos intestinais, quando é contraindicado o uso da cápsula, pois a mesma pode trancar e necessitar de cirurgia para sua retirada.

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