MEDICAMENTOS
Sexta, 27 de Novembro de 2015

Desde tempos primordiais o ser humano descobriu que algumas ervas, frutos ou mesmo produtos animais tinham o poder de curar. Há 5 mil anos, a medicina chinesa já apresentava uma lista de ervas com poderes medicinais. Os gregos usavam diversas ervas medicinais que são descritas em livros de Hipócrates, médico grego do 5º século A.C., denominados "Corpus hipocraticum", onde é indicado o uso da pimenta, cárdamos, gálbano, incenso, mirra, cominho, anis, hortelã e o alho para tratamento de diversas doenças.

Entre os romanos, seu uso foi ampliado com ervas vindas da Índia, da África, da Síria e em especial os condimentos asiáticos, que além de serem usados com fins medicinais, para conservação e preparação de alimentos, o eram também para perfumes. Foi, no entanto, um médico grego radicado em Roma, Cláudio Galeno, que desenvolveu sobremaneira o uso de produtos naturais na confecção de medicamentos. Galeno preparava, em um modesto laboratório, diversos compostos para uso medicinal. Produzi-os em sua botica e os guardava em urnas chamadas apotecas, nome dados a farmácias de manipulação nos países germânicos. Seu nome ainda é lembrado em nosso meio nas "fórmulas galênicas", que são fórmulas magistrais.

Galeno criou um medicamento chamado triaca ou teriarca composto de 72 produtos vegetais, animais e minerais, diluído em mel, que era indicado como panaceia, medicamento que cura todos os males.

Na idade média, a farmacopeia foi enriquecida pelos médicos árabes, mas o uso da triaca continuou até o século XVI, quando um médico suíço chamado Paracelso revoltou-se contra a triaca ao identificar muitas mortes e doenças causadas pela fórmula galênica, iniciando o pensamento que melhor seria dar ao paciente um medicamento diluído ou inerte do que prejudicial. Estava iniciada a ideia da homeopatia, que seria desenvolvida no século 18 por Samuel Hannemann.

Marco Polo, voltando da China no século XIV, trouxe consigo muitas ervas medicinais, dentre elas o ginseng, o gengibre, a papoula – esta usada como calmante, analgésico e antiespasmódico – e muitas outras.

O médico alemão Otto Brunfeld (1489-1534) escreveu o livro herbarun vivae eicones, onde cita o uso das plantas na medicina. Dois séculos após, os portugueses e espanhóis introduziram na Europa ervas usadas pelos índios das Américas. Nicolas Monardes (1512-1568), de Sevilha, escreveu dois livros sobre ervas das ilhas ocidentais onde cita o guaco o sassafrás, a jalapa, a canafístula, a coca, o tabaco e o bálsamo do Peru. O mundo estava ligado por suas ervas medicinais.

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