MEDICAMENTOS (parte 4)
Sexta, 18 de Dezembro de 2015

Quem vai adquirir um medicamento deve conhecer como ele é vendido nas farmácias.
Os medicamentos são apresentados sob a forma de medicamentos de referência, similares, genéricos, órfãos, medicamentos éticos, populares ou de venda livre, medicamentos magistrais ou manipulados e fitoterápicos.

1. Medicamento de referência é um medicamento inovador que possui marca registrada, com qualidade, eficácia terapêutica e segurança, comprovados através de testes científicos, registrado pelo órgão de vigilância sanitária no país de origem. Como foi desenvolvido pelo laboratório que o comercializa, o preço é mais elevado, pois o laboratório tem de recuperar o gasto realizado em sua produção. Sua qualidade e eficácia são comprovadas. Quando expira sua patente, outros laboratórios poderão copiá-los.

2. Segundo a Anvisa, similar é "aquele medicamento que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência". O medicamento similar deve ter nome próprio e somente pode ser fabricado após o término da patente do medicamento de referência. A maioria dos similares são confiáveis, mas existem alguns de laboratórios desconhecidos, que burlam os órgãos de vigilância e deixam de ter equivalência aos de referência.

3. Medicamento genérico é um medicamento com a mesma substância ativa, forma farmacêutica e dosagem e com a mesma indicação que o medicamento original, de referência, sem no entanto usar o seu nome fantasia, usando o nome e dosagem da substância química contida no mesmo. Somente pode ser produzido após o término da patente. Nos países ricos são os mais usados pela população, pois lá a vigilância sanitária é rigorosa e exige que o produtor comprove sua bioequivalência e sua biodisponibilidade, isto é, sua eficácia. No Brasil não há comprovação da eficácia, mas apenas que se trata de substância química equivalente. Porque a indústria que produz não gasta em pesquisa, seu preço deveria ser sempre mais barato, o que nem sempre acontece.

4. Medicamentos órfãos são medicamentos indicados para doenças pouco frequentes. No Brasil, entendem-se aqueles medicamentos, segundo a Anvisa, indicados para doenças que ocorrem menos de 5 casos por 10 mil habitantes. São pouco usados e, no geral, dispendiosos.

5. Medicamentos éticos são aqueles vendidos apenas sob prescrição médica, estando o laboratório proibido de fazer propaganda em órgãos de imprensa populares. A propaganda somente é feita diretamente aos profissionais que o receitam. Não podem estar ao alcance do consumidor nas prateleiras das farmácias.

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