ATIVIDADE MENTAL E O ENVELHECIMENTO (parte 1)
Sexta, 12 de Fevereiro de 2016

Entendia-se até há pouco tempo que o cérebro não se regenerava, isto é, com o avançar da idade o corpo perderia células que não mais se retornavam. A ciência tem provado o contrário, pois tanto em animais como em humanos a ativação mental pode aumentar o volume cerebral.

Estudos em animais submetidos a ambientes desafiadores mostraram o surgimento de novas células cerebrais. Transportando a humanos, atividades mentalmente estimulantes como ler regularmente, fazer um curso, aprender novas habilidades podem levar à preservação e até o desenvolvimento da atividade mental e do tamanho do cérebro com a idade.

Experiências feitas nos Estados Unidos em homens e mulheres com mais de 50 anos que praticavam caminhadas regulares ao ar livre e exercitavam regularmente o cérebro, mostraram que em 10 anos houve um aumento da massa encefálica em 2%, que contrariava a expectativa, uma vez que com o passar da idade o normal seria a redução do volume cerebral.

Pesquisadores da Fundação Mac Arthur descobriram que a idade determina as seguintes alterações mentais:

1. Velocidade de processamento mental mais baixa. O idoso necessita de mais tempo para aprender.

2. Dificuldade de recuperar informações rapidamente. À medida que envelhecemos, passa a ser mais difícil lembrar-se de nomes e rostos ou outras informações.

3. Capacidade reduzida de concentrar-se em várias tarefas. O idoso deve procurar realizar as tarefas de forma programada uma a uma.

Outros fatores são importantes para a manutenção da capacidade mental, como estar sempre ativo, alimentar-se bem, tomar muito líquido, praticar atividades físicas de forma regular, evitar preocupações, estresse e depressão, bem como exercer regularmente a espiritualidade. A idade altera, mas não retira a capacidade mental. Assim, se uma pessoa é boa em matemática, continuará sendo na idade. A gramática e a expressão verbal são as últimas a serem atingidas. Temos histórias de escritores que escreveram até poucos dias antes de falecer.

O ser humano apresenta dois tipos de memória: a declarativa, que é aquela a que nos referimos entre lembrar e esquecer dos fatos recentes ou antigos - esta pode ser afetada pelo avanço da idade – e a memória procedural, que é aquela que aprendemos com o repetir de nossas atividades. Neste caso, atividades como dirigir, lavar dentes e tantas outras são processadas abaixo do nível da consciência e, por isso, quase não são afetadas pela idade.

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