Câncer de estômago
Sexta, 10 de Janeiro de 2014
No Brasil, o câncer de estômago é a segunda causa de morte por câncer nos homens e a quinta nas mulheres. Sua incidência está diminuindo significativamente no Brasil, assim como no resto do mundo. É mais frequente em regiões pobres, como o Nordeste. Há áreas no mundo que são frequentes, como no Japão e na China.
A hereditariedade, ao contrário do câncer do intestino, é pouco importante. Calcula-se que não mais do que 10% dos cânceres de estômago estejam ligado à hereditariedade. Uma prova de que os fatores ambientais são mais importantes do que a hereditariedade foi constata nos Estados Unidos onde filhos de japoneses costumam ter a mesma incidência de câncer dos americanos e não mais como seus pais.
A causa do câncer é incerta, mas sabe-se que há fatores ligados ao mesmo. A má higiene bucal ou de saneamento, o fumo, alimentos defumados, o sal, o álcool são relacionados aos tumores de estômago. Há 30 anos passou-se a se responsabilizar uma bactéria do estômago chamada Helicobcter pyulori que causaria uma gastrite crônica chamada atrófica que seria precursora dos cânceres do estômago. Há certa correlação entre a frequência da presença do H.p. com câncer gástrico acentuando-se o fato que quanto mais pobre e mais desprovida de cuidados sanitários maior é a ocorrência do H.p e maior é a incidência do câncer. Pesquisas feitas tratando-se de eliminar a bactéria não tem contribuído, no entanto, para redução dos casos deste câncer.
Com o câncer gástrico descoberto em sua fase inicial chega a ter 100% de cura é importante que as pessoas fiquem atentas aos sintomas. Como regra dizemos que uma pessoa de mais de 50 anos que nunca sofreu do estômago passa a ter queixas, deve suspeitar desta doença e procurar sempre um médico. Os principais sintomas são desconforto gástrico, má digestão, dor no estômago, perda de apetite, emagrecimento sem causa aparente, palidez, fraqueza, fezes escuras, eventuais vômitos com sangue.
O médico deverá fazer um bom exame clínico e, na suspeita, solicitar uma endoscopia digestiva alta que é um exame muito sensível, com certeza diagnóstica próxima aos 100%. Constatado o tumor deve requisitar uma série de exames para constatar a extensão da doença.
O tratamento depende da extensão da mesma. Pequenos tumores limitados à mucosa podem ser tratados por endoscopia com altos índices de cura. Casos mais avançados se faz necessária uma cirurgia que é o único tratamento curativo. Durante a cirurgia o médico pode ver a extensão da doença, sendo muitas vezes necessárias quimioterapia e radioterapia para obter cura. Doenças avançadas dificilmente obtém uma cura completa, embora quase sempre se consiga uma boa sobrevida com os recursos atuais.
Em locais com alta incidência, como no Japão, recomenda-se a realização de endoscopias periódicas como prevenção. No mundo ocidental tal prática não resultou em benefícios palpáveis. Recomenda-se, no entanto, a vigilância periódica em familiares de pacientes que apresentaram câncer do tipo hereditário. Recomenda-se também para familiares com mais de 40 anos que se erradique a bactéria do estômago, quando existente, embora esta prática não seja consenso mundial
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