SUPLEMENTOS ALIMENTARES (Parte 1)
Sexta, 03 de Junho de 2016

O mercado está inundado por ofertas de suplementos alimentares. Muitos são úteis e outros ainda não possuem ação benéfica comprovada. Alguns são prejudiciais. Vamos tecer alguns comentários sobre os mais usados.

* DHEA: (dehidropiandrosterona):

É um hormônio esteroide produzido na suprarrenal que é convertido no organismo em hormônios sexuais como estrogênio e testosterona. É muito utilizado para melhorar a memória, o humor, a energia e a massa muscular, bem como prevenir o envelhecimento.
Sua indicação médica é para insuficiência suprarrenal e apresenta algum efeito quando utilizado como creme vaginal. Seu uso pode temporariamente melhorar o humor. Não há comprovação de efeito positivo no aumento da massa muscular.

A utilização prolongada pode estimular o desenvolvimento de fadiga, câncer de próstata, de mama e de ovário, bem como desenvolvimento de pelos, acnes e elevar o colesterol ruim.

* ÓLEO DE PEIXE E ÔMEGA 3.

O óleo de peixe, que contém ômega 3, ácido graxo polinsaturado, que é eficiente para diminuir o nível de triglicerídeos e prevenir doenças cardíacas, principalmente em pessoas que já realizaram cirurgias cardíacas. Aumentam a vitalidade para pessoas que praticam exercícios físicos. Alguns trabalhos têm mostrado que o uso prolongado em pessoas com antecedentes cardíacos tem resultado eficiente na prevenção de novos ataques.

O óleo de peixe pode ser ingerido quando há a ingestão de peixes marinhos, ou sob a forma de suplementos, geralmente cápsulas, pois seu gosto é desagradável na forma de líquido. Recomenda-se que mulheres grávidas, que não comem peixe, ingiram duas ou três vezes por semana um suplemento de ômega 3, porque ajudará na formação do cérebro da criança.

O alerta é para que seja mantida uma dose de 1 grama por dia, pois uma dose elevada pode determinar indisposição gastrintestinal e hemorragias. Em mulheres grávidas, seu uso deve ser feito apenas por recomendação médica.

* ALHO (ALIUM SATIVUM):

Pode ser adquirido como alho fresco ou óleo de alho. É usado para combater infecções respiratórias e para diminuir o nível de colesterol. Estudos mostram que o alho pode também reduzir a formação de coágulos. Faltam estudos a longo prazo. Seu uso tradicional mostra efeito benéfico na imunidade. Trabalhos científicos têm mostrado resultados pouco consistentes.

Deve ser evitado em pessoas que tenham problemas gástricos e que usem anticoagulantes como a aspirina. Como efeitos colaterais, temos o aumento do risco de hemorragia, náuseas, hálito ruim e mau odor corporal.

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