Atividade mental (parte 1)
Sexta, 17 de Junho de 2016

Entendia-se até há pouco tempo que o cérebro não se regenerava, isto é, com o avançar da idade o corpo perderia células que não mais retornavam. A ciência tem provado o contrário, pois tanto em animais como em humanos a ativação mental pode aumentar o volume cerebral.

Estudos em animais submetidos a ambientes desafiadores mostraram o surgimento de novas células cerebrais. Em humanos, atividades mentalmente estimulantes, como ler regularmente, fazer um curso e aprender novas habilidades podem levar à preservação e até ao desenvolvimento da capacidade mental com a idade.

Por outro lado, experiências feitas nos Estados Unidos mostraram que homens e mulheres com mais de 50 anos que praticavam caminhadas regulares ao ar livre e exercitavam regularmente o cérebro tiveram, ao longo de dez anos, um aumento da massa encefálica em 2%. O resultado contrariava a expectativa, uma vez que com o passar da idade, o normal seria a redução do volume cerebral.

Pesquisadores da Fundação Mac Arthur descobriram que a idade determina as seguintes alterações mentais.

1. Velocidade de processamento mental mais baixa. O idoso necessita de mais tempo para aprender.

2. Dificuldade de recuperar informações rapidamente. À medida que envelhecemos, passa a ser mais difícil lembrar-se de nomes e rostos ou de outras informações.

3. Capacidade reduzida de concentrar-se em várias tarefas. O idoso deve procurar a realização de suas tarefas de forma programada, uma a uma.

Outros fatores são importantes para a manutenção da capacidade mental, como estar sempre ativo, alimentar-se bem, tomar muito líquido, praticar atividade física regularmente, evitar preocupações, estresse e depressão, bem como exercer regularmente a espiritualidade. A idade altera, mas não retira a capacidade mental. Assim, se uma pessoa é boa em matemática, continuará com o avanço idade. A gramática e a expressão verbal são as que permanecem mais tempo inalteradas.

Uma das maiores causas de perda de memória em idosos é o uso de medicamentos. Assim, se a memória piorar de um momento para outro, revise os medicamentos que está tomando e fale com seu médico.
 

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