Espiritualidade (parte 3)
Sexta, 29 de Julho de 2016

Em Israel, um estudo longitudinal de acompanhamento comparou dois "kibutzim", um secular e outro religioso; foi constatado que a sobrevida das pessoas era, em média, 9% maior no que praticava regularmente a religião.

Relação inversa ocorreu com os pacientes idosos que acompanhavam cultos na TV. Uma melhor análise mostrou que a mostra era viciada porque esses indivíduos que acompanhavam na TV os cultos já estavam mais doentes do que os demais, o que evitava seu deslocamento para os templos ou locais de reunião, sendo, portanto, solitários.

Outro estudo interessante comparou três grupos de idosos. O primeiro praticava religião; o segundo, exercícios físicos regulares e o terceiro praticava ambos religião e exercícios. A saúde dos dois primeiros grupos foi equivalente, sendo que a melhor performance na saúde foi obtida nos que praticavam exercícios físicos e participavam de atividades religiosas externas.

Com esses dados, os Serviços de Saúde de alguns países estão buscam a incorporação do estímulo à prática da religião, pois toda redução de custo é bem-vinda, uma vez que todo mundo está preocupado com o custo crescente da Saúde devido à maior longevidade das pessoas e à incorporação de tecnologias avançadas. Pastores, sacerdotes, psicólogos estão sendo chamados para mudar o comportamento das pessoas.

Para concluir, gostaria de enfatizar que a espiritualidade, principalmente ligada à prática de religião e a atividades voluntárias de solidariedade, elevam a autoestima das pessoas, determinando às mesmas uma vida mais longa e mais feliz.

É frequente ouvirmos que as pessoas vão à missa ou culto por serem idosas, ou seja, vão por “não terem outra cousa melhor a fazer”. A ciência tem comprovado que "as pessoas são idosas porque praticam a religião" ou seja, sua religiosidade, sua espiritualidade e seu altruísmo aumentam sua sobrevida.

Comentários