Como escolher seu médico (Parte 2)
Sexta, 12 de Agosto de 2016

As qualidades que podem ser observadas na hora de escolher um médico

1. Disponibilidade: Vemos que a preferência é pelo médico disponível, isto é, aquele profissional que quando solicitado atende à demanda do paciente. Num país onde as chamadas por telefone são cobradas, mostra-se a importância de que o médico esteja ao dispor para dirimir dúvidas e atender urgências de seu assistido. Vejo, com frequência, que alguns médicos não aceitam interromper uma consulta para responder a uma dúvida de seus pacientes. A secretária informa que será logo chamado no intervalo das consultas, fato que na maioria das vezes é esquecido. Há muitos anos, estava atendendo um paciente quando a secretária me avisou que tinha um paciente na linha que se sentia mal. Atendi a urgência, dei o encaminhamento e logo a seguir pedi desculpa para meu cliente pela interrupção. A resposta que recebi foi: "doutor, ficamos contentes que tenha atendido a esse paciente, pois saímos daqui com a certeza de que seremos atendidos em caso de necessidade". A partir de então atendo um paciente por consulta chegando à conclusão que faço o solicitante sentir-se bem e o paciente que está na minha frente seguro. Afinal, o médico deve exercer o papel de "cuidador" e de "aliviador" de sofrimento.

2.- Amabilidade: A seguir os pacientes desejam que o médico seja amável, seja compreensivo e que tenha paciência em ouvir suas angústias e preocupações.

Um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina em ambulatórios do SUS concluiu que o tempo médio de consulta varia de três a sete minutos, o que torna impossível a interação médico-paciente. Culpa do médico? Em parte, mas deve-se saber que os serviços do SUS estão sempre superlotados, exigindo que um só profissional atenda até 50 pacientes em cinco horas de trabalho. Por outro lado, diferente do que preconiza a ética, nesses serviços o paciente não conhece seu médico e este muito menos conhece o paciente.

Gecé Brandão, do Conselho de Medicina, afirma: “O médico precisa ter virtudes de compaixão, generosidade e honestidade.”

Tradição, costumes, e espiritualidade. O médico deve respeitar o paciente em sua tradição. Dialogar com ele e analisar quão prejudicial pode ser a tradição de uso de certos costumes ou alimentação na recuperação do mesmo. De preferência respeitar ao máximo esses hábitos.

O médico deve indagar qual o nível de espiritualidade que o paciente tem e quão importante é para o mesmo discutir aspectos de natureza espiritual. Está comprovado que pessoas que praticam de maneira convicta uma religião se recuperam mais rápido do que os agnósticos.

Comentários