Como escolher seu médico (Parte 3)
Sexta, 19 de Agosto de 2016

3.- CONHECIMENTO. É inegável que o médico necessita estar habilitado, com bom conhecimento de sua profissão, e, mais ainda, de sua especialidade. Essa é outra preocupação dos órgãos de classe da Medicina. Em 2014, o Conselho Federal de Medicina aplicou uma prova em voluntários egressos de diversas faculdades e chegou à preocupante conclusão de que apenas 65% dos formandos teriam conhecimento suficiente para ser um bom profissional. Quando foram analisados separadamente os alunos egressos de novas faculdades, essa aprovação baixou para 35%, ou seja, apenas 1 se cada 3 formandos estariam aptos para exercer sua profissão.

Para entidades americanas que analisam o trabalho médico, esse tem de executar 4 estratégias: cognitiva, afetiva, comportamental e social.

Conhecendo o problema, o médico pode ajudar mais seu paciente. Desenvolvendo afeição pelo enfermo, haverá uma relação médico-paciente mais positiva, fazendo com que o paciente confie mais no profissional. Com um comportamento sério e responsável, o médico desenvolve no paciente confiança levando o mesmo a executar a prescrição medicamentosa e uma mudança comportamental com mais entusiasmo.

Por fim a atitude social do médico refere-se ao relacionamento com os familiares do paciente levando os mesmos a contribuir positivamente para a recuperação do mesmo.
4.-PROBIDADE: Giovanni Baruffi, médico polímata italiano, Lembra que a definição latina do médico: "Vir probus sanandi peritus" ou seja um indivíduo probo perito em curar. Os latinos citavam duas qualidades do médico que são a perícia ou capacidade de curar e a probidade de conduta. Por probidade entende-se a integridade, honestidade e retidão.

Quando se forma o médico faz o Juramento Hipocrático no qual ele assume a condição de defender o paciente, lutar pela sua vida, pelo seu conforto e pela felicidade do mesmo.

Vimos no correr da história médicos que se associaram ao terror, a regimes autoritários como Mengele no nazismo e que desprezaram seu juramento determinando mortes cruéis para as pessoas. Nos dias de hoje vemos um crescente número de médicos que tratam o seu paciente como um simples usuário, vendo no mesmo uma fonte de renda, esquecendo-se do ser humano que ali se encontra.

Segundo Baruffi probidade subentende amor, respeito e dedicação ao paciente. É inaceitável que um médico use sua influência em cima de um ser humano fragilizado pela doença para lucrar, enganar, seduzir e prejudicá-lo.

É importante que o médico não seja autoritário, atitude frequente em médicos jovens, e também seja discreto solicitando apenas informações da vida pessoal do paciente úteis para sua orientação. Adentrar em problemas íntimos ou solicitar informações muito específicas sobre a vida financeira do mesmo é inadequada e pode gerar desconforto ao mesmo.

No campo científico o médico deve zelar pela correta aplicação de seus conhecimentos para beneficiar o paciente, evitando usar medicamentos, próteses, e outros recursos médicos sem um indicação precisa e ética. Em caso de experimentação o médico deve obter o consentimento informado e registrado. O paciente deve estar a par dos riscos que corre pelo uso de medicamentos novos.

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