PROBIÓTICOS (parte 1)
Sexta, 04 de Novembro de 2016

O ser humano abriga em seu corpo uma grande quantidade de bactérias que vivem em parceria com o seu organismo. Damos guarida a estas bactérias enquanto que elas nos trazem os seguintes benefícios:

1. Ocupam sítios impedindo que micro-organismos patogênicos se instalem no organismo.
2. Produzem substâncias que matam ou incapacitam esses germes invasores.
3. Estimulam a produção de imunoglobulinas pelo corpo humano, aumentando a resistência do mesmo aos germes invasores.

Pelos motivos acima essas bactérias são chamadas de probióticos (palavra latina que significa “a favor da vida”).

Para a OMS, "probióticos são micro-organismos vivos que quando administrados em quantidade adequada oferecem um benefício para a saúde do hospedeiro". A sua utilização tem como finalidades instalar, reforçar ou compensar as funções da microbiota do trato digestivo ou de outras partes do organismo.

Seu uso não é recente. Na Bíblia, a longevidade de Abrahão era atribuída ao uso regular de leite fermentado. Até hoje os judeus usam muitos derivados lácteos em sua alimentação. O historiador Plínio, 76 a.C., recomendava o uso de leite fermentado para o tratamento das gastroenterites. Foi, no entanto, o biólogo russo Metchinikoff, em 1905, que definiu as virtudes alimentares do iogurte ao constatar que os povos búlgaros habituados a esta bebida tinham mais saúde e viviam mais do que seus vizinhos.

Desde então o uso desses produtos tornou-se regra em muitas comunidades, mas seu entendimento foi obtido mais recentemente quando, pelo conhecimento do DNA bacteriano, conseguiu-se valorizar adequadamente a dimensão que os micro-organismos, chamados em termos médicos de microbiota, ocupam em nosso organismo. Calcula-se que de 500 a 1000 espécies bacterianas povoam o corpo humano. Contabilizam que se trata de um número dez vezes maior do que o das células de nosso organismo.

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