Prebióticos e Simbióticos (parte 2)
Sexta, 09 de Dezembro de 2016

INULINA:

A inulina é um nutriente funcional ou nutracêutico, composto por frutose, encontrado naturalmente em inúmeros vegetais, como, por exemplo, a chicória e o yacon. Esse nutriente, considerado uma fibra alimentar solúvel, é chamado de alimento prebiótico devido à sua função exercida no organismo humano (nutriente que serve de alimentos para as bactérias intestinais).

A inulina, que não deve ser confundida com insulina usada para o tratamento de diabetes, tem sido considerada como alimento funcional, ajudando na produção de probióticos, no tratamento do diabetes, para o controle da função intestinal, bem como para a prevenção do câncer do intestino grosso. De momento não é produzida no Brasil e o uso dela se faz com o uso dos alimentos acima citados ou, ainda, de suplementos alimentares importados fornecidos no Brasil.

SIMBIÓTICOS:

Por definição, um simbiótico é um produto com o qual um probiótico e um prebiótico estão combinados, como é o caso, por exemplo, de quando um prebiótico como o frutooligossacarídeo (inulina ou yacon) é adicionado a um iogurte probiótico. A interação entre o probiótico e o prebiótico in vivo pode ser favorecida por uma adaptação do probiótico ao substrato prebiótico anterior ao consumo. Isto pode, em alguns casos, resultar em uma vantagem competitiva para o probiótico, se ele for consumido juntamente com o prebiótico. Alternativamente, esse efeito simbiótico pode ser direcionado às diferentes regiões “alvo” do trato gastrintestinal, os intestinos delgado e grosso. O consumo conjunto de probióticos e de prebióticos selecionados apropriadamente pode aumentar os efeitos benéficos de cada um deles, uma vez que o estímulo de cepas probióticas conhecidas leva à escolha dos pares simbióticos (substratos) microrganismos ideais.

CONCLUSÃO:

Presentes na alimentação, os probióticos, prebióticos e simbióticos atuam na manutenção da composição da microbiota intestinal, produzindo efeitos benéficos. Contudo, o estabelecimento de evidências cientificamente comprovadas dos efeitos “funcionais” relacionados à probióticos, prebióticos e simbióticos ainda representa um imenso desafio para a pesquisa científica interdisciplinar, tanto no que diz respeito à determinação de seus efeitos benéficos quanto à certificação de doses terapêuticas para cada posologia.
 

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