Hipocondríaco –cibercondríaco (parte 3)
Sexta, 24 de Fevereiro de 2017

O segundo caso é de uma advogada de 33 anos que chegou ao consultório bem vestida e portando uma pasta tipo 007. Logo que terminei seu exame clínico perguntou-me qual o diagnóstico. Respondi-lhe que, ao meu ver, tinha uma síndrome do intestino irritável. A segunda pergunta foi quais exames eu aconselharia ela fazer. Informei-lhe que, por ser uma doença funcional e por ela ser jovem, não estaria indicado nenhum exame, pois os exames são ineficiente para comprovar este diagnóstico. A terceira pergunta foi qual medicamento deveria usar. Citei-lhe duas especialidades farmacêuticas com seus nomes comerciais. Disse-me a seguir: até agora o senhor acertou, mas agora errou. Tirou de sua pasta uma pilha de impressos retirados da internet onde citava uma substância química e não nomes comerciais. Informei-lhe que o que tinha achado no computador era a substância constante nos medicamentos citados, tranquilizando a paciente.

Neste caso, a internet foi positiva, pois ajudou a paciente a conferir a prática e o conhecimento do médico procurado.

Com este artigo pretendemos informar os leitores que os médicos são a favor que o paciente procure informação, pois isto ajuda o entendimento da doença e facilita o tratamento. Deve haver um cuidado para que não se torne escravo da telinha e aceite tudo o que é dito por ela, pois grande parte das informações são falsas e tendenciosas.

Lembre-se sempre que ficar doente não é um fato comum em nossa vida, e ter uma doença grave é menos comum. Sejamos sempre otimista com a vida e, em dúvida, consulte um médico de sua confiança para afastar sua incerteza e seus medos.

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