Diarreias agudas (parte 1)
Sexta, 07 de Abril de 2017

O termo diarreia, que é usado em medicina, indica a evacuação de fezes desfeitas ou líquidas. No geral, o número de evacuações está aumentado, mas, mesmo que evacue apenas uma vez ao dia, será considerada diarreia quando apresentar fezes desfeitas ou líquidas.

As diarreias são divididas em agudas, que ocorrem em períodos menores do que 21 dias, e crônicas, quando ultrapassam este tempo. Dividem-se ainda em diarreias que provém do intestino delgado e as que provém do intestino grosso. Outra classificação divide as diarreias em orgânicas, que tem uma causa determinante, e as funcionais, em que não há nenhuma lesão, mas apenas uma aceleração do intestino. Por fim, quando a diarreia é acompanhada de muco, de sangue e de muitas cólicas, é chamada de disenteria que, no geral, indica a presença de doenças mais graves.

As diarreias agudas, por sua vez, podem ser causadas por alergia ou hipersensibilidade alimentar; por intoxicação alimentar, por ação nociva de medicamentos, por vírus, por bactérias e ainda, por parasitas intestinais;

Os sintomas são cólicas intestinais fortes, dor abdominal, náuseas e vômitos. Tremores de frio e febre apontam para diarreias infecciosas. Algumas apresentam mais dores e cólicas, outras não. As evacuações desfeitas ou líquidas, ocorrem de uma a 30 vezes por dia. Podem ser acompanhadas por vômitos, desmaios e mal-estar. Muito importante é saber informar o medicamento ou alimento que ingeriu nas últimas 24 horas.

1. Alergia alimentar: caracteriza-se por uma reação que surge com refeições para qual a pessoa é alérgica. Amendoim, nozes, castanhas, glúten e leite são os principais alergenos. Algum tempo depois de ingerir o alimento, a pessoa apresenta coceira no corpo, cólicas e diarreia, que pode ser intensa. É necessário que a pessoa anote em um diário todos os alimentos das últimas 24 horas para descobrir o que está lhe dando alergia, para que a evite no futuro. Uma alergia intensa pode levar uma pessoa à grande queda de pressão (choque) que é chamado de choque anafilático. Por isto, pessoas que sabem ser alérgicas a algum alimento ou medicamento devem evitar sua ingestão.

2. Sensibilidade não alérgica: Esta é uma situação que a pessoa, após ingerir o alimento, passa a ter cólicas, diarreias, distensão abdominal e até vômitos sem manifestar sintomas de coceira ou eczemas. No nosso meio, os alimentos que mais produzem esse tipo de reação são os que contém glúten e lactose.

3. Intoxicação alimentar: Surge quando uma pessoa come alimento estragado ou contaminado por tóxico. No nosso meio,, a mais frequente forma de intoxicação é o uso de maionese caseira feita com ovos contaminados ou de embutidos que usam conservantes ou aditivos tóxicos. No caso de maionese, o agente produtor da toxina costuma ser o estafilococo que, ao morrer, libera uma toxina que permanece no alimento e causa uma intoxicação muito séria, com cólicas intensas, diarreias e vômitos que, se não tratados urgente e adequadamente, podem levar a pessoa ao óbito. A Anvisa proibiu há anos o uso de maionese caseira em restaurantes e festas comunitárias. Às vezes, esta orientação não é seguida, sendo que, nessas festas, o prudente é não comer esse alimento.

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