Diarreias crônicas (parte 1)
Sexta, 28 de Abril de 2017

Por diarreia crônica, entende-se a diarreia que dura mais do que 3 ou 4 semanas. Há um número muito elevado de causas de diarreias crônicas. Desde diarreias leves e passageiras, até diarreias graves que podem comprometer a vida da pessoa. É importante que o médico, em consulta cuidadosa, estabeleça que tipo de diarreia que a pessoa tem para, de um lado, tranquilizar o paciente e de outro, solicitar apenas os exames necessários, pois há centenas deles que são indicados especificamente para cada caso. O pedido exagerado de exames pode, além de onerar a pessoa, gerar expectativas desagradáveis, bem como mostrar resultados falso-positivos, o que prejudica o cliente com tratamentos indevidos.

O médico deverá investigar, no mínimo, os seguintes quesitos:

• Duração da diarreia;
• Causas desencadeantes, como emoções; açúcares na dieta, como frutose das frutas, lactose do leite, frutanos de amidos e adoçantes, como o sorbitol e xilitol;
• Características das fezes, que podem ou não apresentar muco e sangue;
• Horário de sua ocorrência;
• Presença de sinais que preocupam, como febre, emagrecimento, surgimento de bola no abdome e outros;
• Uso de medicamentos ou bebidas, tomados regularmente, como refrigerantes dietéticos, sucos de frutas que podem eventualmente serem causadores de diarreia;
• Existência de doenças prévias, como diabete e outras doenças crônicas.
Com este interrogatório, o médico consegue fazer, em 80% ou mais das vezes, um diagnóstico preciso, sendo exames complementares indicados apenas para afastar outras patologias que poderiam estar ocorrendo.

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