Diarreias crônicas (parte 4)
Sexta, 19 de Maio de 2017

Já ressaltamos que diarreia crônica é a diarreia que dura mais do que 3 ou 4 semanas e que, por isso, a causa deve ser muito bem investigada pelos médicos. Também já destacamos algumas doenças que podem causar diarreias. Agora, vamos ponderar o diagnósticos e possíveis tratamentos. Porém, salientamos que é sempre indispensável consultar o médico de sua confiança.

Diagnóstico: O diagnóstico das diarreias crônicas faz-se principalmente por uma boa história clínica e um exame físico cuidadoso. Para isto, é importante que o paciente leve ao médico todas informações disponíveis, como alimentos que lhe prejudicam, situações que lhe causam diarreia, mudanças de hábitos alimentares bem como medicamentos em uso.

Com uma boa investigação clínica, o médico tem condições de chegar ao diagnóstico na maioria dos casos, principalmente em doenças funcionais.

Em princípio, nestas não há necessidade de maiores investigações. As diretrizes das associações médicas recomendam, nestes casos, que se façam alguns exames de sangue e de fezes para afastar doenças mais severas, como a doença celíaca ou as doenças inflamatórias. As mesmas diretrizes recomendam evitar exames de imagens, endoscopias, colonoscopias, indicados em casos especiais, uma vez que esses exames, mal indicados, podem levar a diagnósticos errôneos e tratamentos indevidos, prejudicando o paciente. Na suspeita de alergias alimentares, estão disponíveis testes cutâneos realizados por alergologistas ou ainda, exames de sangue feitos nos laboratórios de análises clínicas de grandes centros.

Tratamento: Como toda a doença, a diarreia crônica baseia-se no tripé: dieta, hábitos saudáveis e medicamentos. Um bom relacionamento médico-paciente reduz o tempo de recuperação e devolve a satisfação ao cliente.

Dieta: A dieta deve ser adotada de acordo com a doença vigente. Se a pessoa tem sensibilidade ao glúten, à lactose, à frutose, esses alimentos devem ser retirados. Alimentos ácidos, como sucos de frutas, temperos e condimentos, devem ser limitados. Estudos australianos mostraram que uma dieta chamada de FODMAPs melhora a qualidade de vida dos portadores de doenças funcionais. Deve-se aconselhar o paciente a dividir suas refeições em cinco tomadas diárias, a fim de não sobrecarregar o aparelho digestivo em alimentações muito espaçadas.

Se a dieta leva a uma recuperação dos sintomas, deve ser mantida por períodos médios de seis meses e depois deve ser tentado o retorno gradual aos alimentos dispensados.

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