Água mineral e água de mesa (Parte 1)
Sexta, 23 de Junho de 2017

Dos 3% de água doce temos do planeta Terra, apenas 0,03% está na superfície, sob a forma de vapores, lagos rios e águas no solo, dos quais já estão em média 50% contaminados pelo homem. Daí surge a nossa busca por água potável.

Água mineral: é aquela proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captada que possua na composição propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhe confiram uma ação medicamentosa (Decreto-Lei Nº 7.841, de 08/08/1945).

Sais, compostos de enxofre e gases estão entre as substâncias que podem estar dissolvidas na água mineal. A água mineral não deve ser confundida com a água de mesa, que é uma água de composição normal, proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas, que preenche tão somente as condições de potabilidade para a região, não tendo propriedades medicinais como a água mineral.

As águas minerais têm qualidades medicinais, enquanto a água de mesa tem apenas a condição de potabilidade.

As melhores águas minerais provêm de regiões vulcânicas e com solo calcário. Estas provêm principalmente da França, da Itália e das ilhas Fiji. As duas águas minerais mais vendidas no mundo são respectivamente a São Pellegrino, italiana e a Perrier, francesa.
Para receberem registro de água mineral, devem ser submetidas a minucioso exame pelo DPNM (Departamento Nacional de Produção Mineral).

As águas minerais são consideradas boas para a saúde, devendo, no entanto, serem usadas com orientação médica, pois a presença de certos minerais como cálcio, sódio, potássio, magnésio, podem ser contraindicada em muitas doenças. A ciência que estuda o uso de água mineral como medicamento chama-se Crenologia.

As águas minerais podem ser naturalmente gasosas, ou podem ser gaseificadas artificialmente, devendo constar esta informação no rótulo da mesma.

Água virtual: é a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido físico, visível, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos. É uma medida indireta dos recursos consumidos por um bem.

Para exemplificar, sabe-se que para produzir um quilo de soja são gastos 2,3 mil litros e um quilo de carne de gado, cerca de 16 mil litros de água.

Países com fartura de água estão exportando para outros países a custo irrisório muita água virtual. A China, maior importador mundial de água, importou 3,5 milhões de toneladas de soja e com ela, 45 bilhões de litros de água. Esta água custou-lhe 3 mil vezes menos do que pagamos para a água de nosso uso pessoal.

Outro exemplo é a exportação brasileira de 1,3 milhões de toneladas de carne bovina originando uma exportação de 19,5 trilhões de litros de água.

Estes exemplos servem para que, nós, preocupados com o precioso líquido da natureza, evitemos o desperdício, que pode nos custar pouco dinheiro, mas leva junto muita água potável. Lembre-se que ao jogar uma batata fora, jogamos junto 25 litros de água e o desperdício de um litro de leite leva consigo mil litros de água.

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