Promoção da saúde
Sexta, 07 de Julho de 2017

Recentemente estive em Frederico Westphalen a convite do então secretário da Saúde, doutor Paulo Savaris, para proferir uma palestra sobre Prevenção de Saúde e Exames Periódicos. Tratou-se de um evento grandioso com grande número de participantes. Ao finalizar minha exposição, fui abordado por um senhor e por uma senhorita que me sugeriram escrever na Folha do Noroeste o que eu tinha falado na ocasião.

Em edição de meses atrás publiquei um assunto semelhante, mas, devido à importância do assunto, retorno ao mesmo. A Organização Mundial da Saúde e o Ministério Brasileiro da Saúde estão preocupados com o alto e progressivo custo da saúde. Na Suíça, que é um Estado com economia descentralizada, os custos da saúde se aproximam da receita da União.

No Brasil - e também em outros países -, a indústria farmacêutica tem feito muitos lançamentos de medicamentos com boa capacidade resolutiva das doenças, mas que se associa a um grande custo. São produtos que passaram por grandes pesquisas que encarecem o preço dos mesmos. Parte da população consegue enfrentar esses custos, mas uma grande parcela da mesma, influenciada pela oferta de cura, recorre aos governos que estão tendo dificuldade em atender às demandas.

A gravidade do problema existe porque muitos fármacos não têm eficácia comprovada, mas fazem grande propaganda influenciando pessoas que, desesperadas, lutam para consegui-lo. Recentemente vimos uma disputa judicial para conseguir uma droga chamada "pílula do câncer", que em experiências bem conduzidas, mostrou-se sem eficácia comprovada, porém, devido à grande propaganda, levou as pessoas ao desespero para obtê-la, gerando expectativas e sofrimentos indevidos.

A maneira de driblar os altos custos da Saúde e proporcionar uma vida boa e feliz para as pessoas é investir na promoção da saúde e na prevenção das doenças.

A Organização Mundial da Saúde tem realizado encontros mundiais no sentido de orientar as pessoas a buscar uma forma adequada de vida que afastem as doenças e aumentem a sobrevida das mesmas.

Em 1986 houve em Otawa, Canadá, uma conferência mundial onde definia que a saúde era uma responsabilidade que ultrapassava os governos e comprometiam também as famílias, as escolas e os ambientes de trabalho, pois esses são os locais onde o cidadão passa a maior parte de sua vida.

A Carta de Ottawa propõe estimular a população para a promoção da saúde: "Estimular atividades físicas e mentais e ter uma alimentação saudável; combater o tabagismo e o alcoolismo; prevenir a violência com estímulo à paz e estimular o desenvolvimento sustentável".

Este movimento que é compartilhado com a maioria dos países do mundo, sendo que no Brasil, teve impacto importante, pois a sobrevida média da população brasileira aumentou de 62 anos em 1980 para 75 anos em 2015.

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