Felicidade - Parte 1
Sexta, 18 de Agosto de 2017

Com frequência recebo em meu consultório pessoas que, ao serem perguntadas qual o seu problema, me respondem que estão em busca da felicidade, pois com os sintomas que apresentam, não se sentem felizes. Nas religiões cristãs aprende-se que o designo de Deus é que cada um dos homens seja feliz, pois esse é o grande objetivo de nossas vidas. A pergunta que surge é: o que é felicidade e qual a maneira de consegui-la?

O dicionário Houaiss afirma: "Felicidade é um estado de consciência plenamente satisfeita; satisfação; contentamento e bem-estar."

A Wikipedia nos diz: "A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo".

A felicidade tem sido descrita e estudada desde a antiguidade e seu conceito depende de que ângulo é vista. Pode ser analisada por religiões, pela filosofia, pela psicologia ou ainda pelo lado político.

Zoroastro, profeta iraniano, que viveu no século XV a.C., definia como felicidade "possuir um lugar ao abrigo do fogo e dos animais ferozes, bem como ter mulher, filhos e rebanho de gado". Objetivo gigantesco para a época que seria insuficiente para a maioria das pessoas de nosso século.

Lao Tsé, século VI a.C., copiando nossos ecologistas, afirmava que "é a harmonia com as forças da natureza".

Confúcio, século V a.C., enfatizou "o dever, a generosidade, a cortesia e a sabedoria são os elementos que determinam a felicidade".

Para o budismo, segundo Dalai Lama recomenda: "identificar os fatores que nos deixam infelizes e procurar eliminar os mesmos. Afirma ainda que não eliminando os fatores negativos não seremos felizes mesmo tendo fatores externos como amigos, bens e riquezas".

Aristóteles, IV a.C., afirma que "aquele que organizar os seus desejos de acordo com um princípio racional terá uma ação virtuosa e a vida de acordo com a virtude será considerada uma vida feliz". Para Aristóteles, um homem virtuoso é um homem feliz".

Jesus Cristo definia "o amor como o elemento essencial para atingir a harmonia e a felicidade pessoal". Esta é a base do cristianismo. Tomás de Aquino, filósofo católico do século XIII, definia a felicidade como"a visão beatífica, ou seja, a visão de Deus".

Comentários