Felicidade - Parte 2
Sexta, 25 de Agosto de 2017

Maomé, no século VII, enfatizava que a felicidade é "a prática da caridade e a esperança de uma vida após a morte".

Augusto Conte definia a ciência e a razão como os elementos essenciais para a busca da felicidade. Karl Marx afirmava que a felicidade é a igualdade de classes, e Sigmund Freud definia a felicidade como a obtenção do prazer que nunca é atingida na plenitude.

A economia do bem-estar classifica a felicidade como um indicativo da qualidade de vida dos povos e deve sempre ser medida como o PIB, o IDH, etc.

Enfim, o que nos diz a ciência. Procurarei a partir de agora citar algumas experiências científicas que nos norteiam como procurar a felicidade.

Citaremos primeiramente um estudo realizado na Universidade de Harvard nos Estados Unidos, desde 1938 até os dias de hoje. Os pesquisadores entrevistaram 724 jovens divididos em dois grupos. O primeiro retirado de uma classe média alta e o segundo dos bairros mais pobres e carentes da cidade.

Durante 75 anos, entrevistavam essas pessoas de 2/2 anos e verificavam seus estudos, trabalhos e relatórios médicos. Atualmente, apenas 60 estão vivos na casa de 90 anos. Na entrevista inicial e nas próximas, o desejo da maioria era ser rico ou famoso. Houve migração de classes. Alguns, das classes pobres, tornaram-se importantes, sendo que um chegou a presidente dos Estados Unidos. Uns da classe média progrediram, outros regrediram e alguns morreram pobres. Uns permaneceram operários, outros tornaram-se empresários, advogados, engenheiros, médicos... Recentemente tabularam os dados e chegaram à conclusão que o fator que mais influenciou no crescimento e na felicidade destas pessoas foi seus relacionamentos tanto no casamento, no trabalho como no meio social. Concluíram que as pessoas com bom relacionamento vivem mais, vivem melhor, suportam melhor a doença, recuperam-se mais e progridem. Dito em outras palavras, para sermos felizes e vivermos muito e bem, necessitamos participar ativamente da sociedade que nos rodeia e valorizar muito o convívio com nossos cônjuges.

Outro estudo mostrou que o dinheiro pode ajudar, mas não é tudo para se obter felicidade. Avaliaram pessoas que ganhavam apenas para viver humildemente e com privações e outros que tinham dinheiro suficiente para viver e ainda darem-se o luxo de algum lazer. O nível de felicidade era maior do segundo grupo que o primeiro. Quando avaliaram pessoas mais ricas ainda não encontraram diferença significativa entre o ganho maior e a felicidade.

Estudos genéticos mostram que há genes que determinam o índice de criminalidade, de espiritualidade e de fidelidade nas pessoas, mas ainda não foi encontrado um gene da felicidade. Então por que filhos de pais felizes são mais alegres do que os filhos de pais casmurros? Atribui-se ao ambiente de alegria que existe na família que transmite a felicidade a seus filhos.

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