Felicidade - Parte 3
Sexta, 01 de Setembro de 2017

Biólogos tem estudado a felicidade e chegaram à conclusão de que a sensação de bem-estar se deve à liberação de hormônios como serotonina, ocitocina e dopamina. Por outro lado, chegaram à conclusão de que cada pessoa tem um "climatizador" que regula a sua felicidade. Assim, quem tem sua regulagem de 6 a 10, uma triste notícia levará o mesmo a apresentar o nível 6, o que é muito bom. Aquele que sua regulagem é de nível 1 para 6 estará feliz quando o nível chegar a 6, ou seja, a tristeza de uns causa uma reação semelhante aos fatos alegres de outros. Os biólogos acreditam que todos temos uma tendência para sermos mais felizes ou mais taciturnos.

Outros estudos mostram que as pessoas casadas são mais felizes do que as solteiras ou divorciadas. Surge então um questionamento, será que para esta pessoa, por ter um nível maior de felicidade que seu casamento dá certo? Em contrapartida, os tristes e os pessimistas não atraem de maneira permanente um companheiro? Há, no entanto, uma conclusão segura de que casamentos estáveis deixam as pessoas mais felizes por sentir segurança de que, em caso de necessidade, serão atendidas pelo cônjuge.

A espiritualidade também tem comprovadamente uma influência positiva sobre a felicidade. As pessoas espiritualizadas são mais felizes, saudáveis e longevas do que os agnósticos. Nos anos 60 e 70 surgiu o movimento da contracultura chamado "New Age", com princípios teosóficos que se opunham às religiões tradicionais, mas que afirmavam "a felicidade começa dentro de ti".

Os sistemas políticos, socialismo, comunismo, capitalismo, democracia, parecem ter pouca influência sobre o nível de felicidades das pessoas. De começo, há um choque emocional que aos poucos vai se acomodando e o sistema novo adotado é aceito. Entende-se o porquê de existirem pessoas vivendo em regimes totalitários e em grande pobreza que se declaram felizes. Como são regimes fechados, as pessoas não entram em contato com o mundo globalizado e não enxergam as comodidades oferecidas pelos sistemas democráticos. Por outro lado, jovens que vivem em países em desenvolvimento sentem-se infelizes muitas vezes porque se comparam às facilidades e oportunidades oferecidas aos jovens de países ricos estampadas na mídia ou na internet.

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