Doenças do aparelho digestivo em idosos: Divertículos no intestino - Parte 2
Sexta, 08 de Dezembro de 2017

Em nossa coluna da semana anterior, apresentamos o que são os divertículos, pequenas hérnias que se formam na parede do órgão. Normalmente afetam órgãos ocos e o fato da doença ser, na maioria dos casos, assintomática, em outros apresentar dor no lado inferior esquerdo e em alguns casos mais graves, hemorragia, febre, náusea e vômito.

Diagnóstico: O diagnóstico é, na maioria das vezes, clínico, feito pelo médico através de um bom exame. Para comprovar o diagnóstico, o médico pode requerer uma colonoscopia ou um raio-x do intestino grosso feito com o recurso do contraste de bário. No caso de diverticulite, a conduta muda, pois estão contraindicados os exames acima, devendo-se recorrer de ultrassom ou ainda de tomografia do abdômen. Hemograma é recomendado para ver o nível de infecção existente.

Tratamento: Na diverticulose, não há necessidade de tratamento, uma vez que o paciente não apresenta sintomas. Tem sido recomendada uma dieta rica em fibras e evitar situações de tensão emocional. O uso de semente e nozes, que, até há algum tempo atrás, era proibido, foi liberado, pois estudos não comprovaram que o uso delas trazem riscos maiores de complicações.

Na doença diverticular dos cólons, quando o paciente apresenta sintomas, o médico pode receitar muitos medicamentos hoje disponíveis no mercado que reduzam a tensão colônica e que diminuam a tensão emocional e, por isto, aliviam os sintomas.

Em caso de hemorragia, há necessidade de procurar um médico imediatamente e, se comprovada hemorragia por divertículo, o paciente deve ser internado, pois seu curso é imprevisível variando de pequena perda de sangue até hemorragias maciças que podem levar o paciente ao choque e necessitar diversas transfusões de sangue e até cirurgia de emergência.

A diverticulite é, sem dúvida, a situação que requer grande cuidado. Se a dor for aguda, suportável e não houver sinais de infecção importante, o tratamento pode ser feito em casa, com uso de anti-inflamatórios e antibióticos. No caso de febre e sinais de desidratação, o paciente deverá ser internado. Cerca de 85% dos casos de diverticulite são resolvidos com tratamento clínico, sendo que apensas 15% necessitarão de cirurgia. A diverticulite poderá causar perfuração do intestino, formação de abscessos, obstrução intestinal, peritonite e ainda outras complicações.

A conduta em casos de diverticulite não é uniforme, tendo diversas propostas. Alguns médicos recomendam a cirurgia com a retirada do intestino grosso, após o período agudo, sempre que houver duas ou mais crises repetidas. A maioria dos especialistas, no entanto, mantém esta recomendação apenas para pacientes com menos de 50 anos, uma vez que a cirurgia em idades avançadas envolve maiores riscos. Lembre-se:

• A presença de divertículos não deve trazer maiores preocupações para as pessoas, uma vez que a maioria evolui sem complicações.

• Dor significativa no lado esquerdo inferior do abdômen pode sugerir o início de uma diverticulite. Procure logo que possível um médico.

• O uso de fibras é recomendado em pessoas com diverticulose, e não é proibido o uso de semente ou nozes.

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