Intestino grosso
Sexta, 11 de Abril de 2014

Câncer Colorretal

O câncer colorretal é o câncer que atinge o intestino grosso em toda sua extensão. É o terceiro tumor maligno mais frequente no Brasil e o segundo que mais mata em ambos os sexos. Sua frequência tem diminuído devido aos recursos de prevenção hoje existentes.

Sintomas: Pessoas com mais de 50 anos com anemia de origem indeterminada. Mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação devem procurar médico, pois poderão ter um tumor de intestino grosso ou uma lesão pré-cancerosa.

Também pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço, fraqueza, fezes pastosas de cor escura, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar. 

Causas: O câncer do intestino grosso, em mais de 90% das vezes, inicia em um pólipo (verruga intestinal) que, descoberta e retirada previne o câncer. 10% dos tumores tem forte conotação familiar ligadas à doenças hereditárias conhecidas. São tumores que iniciam cedo, antes dos 40 anos. Os outros 90% costumam surgir após os 50 anos. Seus fatores causais são: hereditariedade, fumo, álcool, alimentos ricos em gorduras animais e pobres em fibras.

Diagnóstico: O diagnóstico do câncer do intestino grosso é relativamente fácil, pois os sintomas são muito sugestivos. Existe um exame altamente eficaz que é a colonoscopia. Este exame consiste na introdução de um endoscópio através do ânus que percorre todo o intestino grosso e permite um diagnóstico em mais de 98% dos pacientes. Constatada a lesão, o médico retira um pedaço (biópsia) e manda fazer um exame com microscópio. Exames de sangue complementam o diagnóstico.

Uma vez feito o diagnóstico é importante estadiar o tumor, isto é estabelecer se o mesmo está limitado ao intestino ou se já emitiu metástases (raízes) para os gânglios linfáticos ou para outros órgãos intra e extra-abdominais. Este processo é feito por uma tomografia computadorizada.

Tratamento: O tratamento depende da evolução do tumor. Se estiver localizado apenas no intestino retira-se um segmento do mesmo e liga-se as duas partes restantes com grande possibilidade de cura. Se o tumor estiver alastrado para outros órgãos será necessário complementar o tratamento com quimioterapia e radioterapia para tumores do reto e apenas com quimioterapia para tumores nas outras partes do intestino grosso.

Prognóstico: Nos últimos 40 anos, o prognóstico do câncer do intestino tem melhorado muito. De um tumor regularmente incurável em 1970, tornou-se um dos que melhor responde ao tratamento. Tumores descobertos em fase inicial podem ser curados em até 90%.

Prevenção: Como a maioria deles inicia em um pólipo, sua descoberta a tempo e sua retirada evitam que surja um câncer nos próximos anos. A primeira prevenção deve ser feita com exame de fezes na qual se pesquisa a presença de sangue invisível ao olho nu (sangue oculto) e com a colonoscopia cuja indicação se faz após os 50 anos devendo ser repetida, se nada for encontrado, de cada 8 a 10 anos.

Em familiares descendentes ou irmãos de pacientes com câncer colorretal a pesquisa deverá ser iniciada na idade de 10 anos antes que o familiar o apresentou. 

Lembre-se:

  • O câncer colorretal é muito prevalente em nosso país. Calcula-se que em 2014 surgirão 32 mil casos da doença com previsão de 13 mil mortes.
  • Além da hereditariedade, o uso do fumo, do álcool e de alimentos gordurosos influenciam o seu aparecimento. As fibras o evitam.
  • Sangramento nas fezes, anemia de origem desconhecida fraqueza e perda de peso inexplicáveis podem estar relacionada com a doença.
  • A prevenção através da colonoscopia tem reduzido muito sua incidência. 
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