Tratamento do alcoolismo
Sexta, 25 de Julho de 2014

 

A primeira etapa de um tratamento é fazer com que o alcoólico aceite sua doença e queira ser tratado. Muitos entram no tratamento por pressão da família, do patrão, de um sacerdote ou de uma obrigação da lei que ele infringiu quando estava alcoolizado. São sinais que sua dependência continua quando bebe escondido, tem insegurança quando sóbrio e necessita doses progressivas de bebida para sua satisfação.

Quando o alcoólico inicia o tratamento por pressão já começa errado e o resultado é pífio. A estratégia é de fazê-lo reconhecer sua doença e ter o desejo de ser tratado. Não há fórmula mágica para isto e nem uma pessoa ideal. Esposa, filho, pais podem convencer o doente. Comumente a aceitação é mais fácil com a abordagem de um outro alcoólico recuperado e nunca deve ser feita quando ele está alcoolizado. O momento oportuno é quando ele estiver sóbrio. O objetivo sempre deve ser desmontar sua defesa pessoal, que se baseia na persistente negação da doença.

O segundo objetivo é o de conseguir que a família colabore com a sua recuperação. Muitas famílias sofridas pelas atitudes do alcoólico, desprezam, ridicularizam e até abandonam o doente. A adesão da família é essencial para o sucesso. O convencimento da família deve ser feita pelo terapeuta, pelo médico, por outros familiares e ainda por grupos de apoio, principalmente o Al-Anon que tem uma longa trajetória de sucessos. A família deve abandonar o uso do álcool em casa e, se possível, banir bebidas alcoólicas no seu lar. 

As pessoas que não são dependentes, mas cometem periódicos abusos de bebida alcoólica são recomendados procurar médico e/ou psicólogo a fim de fazer uma mudança comportamental a fim de abandonar o álcool, Muitos destes bebedores eventuais, adolescentes na maioria, tornam-se réus da justiça por terem cometidos crimes ou delitos quando embriagados. A Justiça determina internação obrigatória para recuperar-se do vício. 

Com dependentes o procedimento muda. Em primeiro lugar deve-se fazer com que pare de beber de imediato desencadeando por isto uma alteração mental chamado “delírio tremens”, situação grave que deve ser tratada em hospital especializado. Esta fase de desintoxicação dura de três a sete dias. Após recuperação da fase aguda o tratamento poderá continuar em clínica de recuperação onde é mais seguro ou ainda a nível domiciliar. É um tratamento multiprofissional que consta dos seguintes itens: 

Abstinência completa e aceitação da doença.

Leituras educativas e terapêutica ocupacional.

Participação em grupos, preferentemente nos Alcoólicos Anônimos.

Acompanhamento com psicólogos ou psiquiatras.

Prática de espiritualidade.

Tratamento médico.

O alcoólico frequentemente desenvolve doenças concomitantes; hipertensão arterial, diabete, alteração das gorduras no sangue e doença cardíaca que deverão ser tratadas. Para o tratamento do alcoolismo se dispõe de:

Medicamentos que tornam o álcool indesejado

Medicamentos para compensar os problemas emocionais da abstinência.

Multivitaminas para compensar a deficiência gerada pelo álcool.

Os tratamentos são eficientes, mas exigem um acompanhamento permanente pois a chance de recaída é muito grande.

Menção especial deve ser feita para os Alcoólicos Anônimos que prestam inestimável serviço aos dependentes e, participar ativamente desses grupos, é uma garantia da abstinência permanente. Os A.A. trabalham ativamente nas emoções dos dependentes dando força aos mesmos, bem como os remete a uma saudável espiritualidade. 

 

 

 

 

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