Dupla vergonha
Sexta, 24 de Março de 2017

Nessa semana estava caminhando pelo centro quando parei para conversar com meu ex-aluno e agora colega de profissão, Renato Padilha. Ele me convidou para essa coluna – agora semanal. Há poucos meses fiz parte da banca de TCC do Renato. Tive o “poder” de aprová-lo, ou não. Justiça feita, ele foi aprovado. Agora, ele tem o poder de aceitar essa coluna, ou não. O mundo dá voltas e ninguém é mais que ninguém. Grêmio e Inter estão provando isso a cada rodada do Gauchão.

O Grêmio empatou com o Brasil de Pelotas, Veranópolis e Novo Hamburgo. O Grêmio tem maior salário, mais infraestrutura e história que os três juntos. E no que isso resultou dentro de campo? Em nada. Escapou de perder para Veranópolis e Novo Hamburgo. Jogou um futebol lastimável, pior do que água de salsicha enlatada. E o Inter?

Do Inter, nem se fala. Está quase na zona de rebaixamento do Gauchão, faltando duas rodadas para o término da primeira fase. Para um clube do tamanho do Inter, que surrou o milionário Barcelona, estar na Série B do Brasileirão e na parte de baixo da tabela do estadual é, no mínimo, catastrófico. Com exceção do Grêmio, se somar infraestrutura, salário e história dos demais que estão na sua frente na tabela, não resulta em um terço do que é o Internacional. E no jogo contra o Ypiranga, o futebol apresentado foi pior do que a sensação de se chegar em casa e encontrar a esposa no quarto com o vizinho mala e gremista do oitavo andar.

Em resumo, os resultados da dupla no meio de semana e a posição de ambos na tabela de classificação é motivo para serem acesas as luzes amarelas, vermelhas, roxas e pretas do sinal de alerta. Uma dupla vergonha. E um duplo motivo para o torcedor se preocupar com o restante de 2017.

Comentários