Soninho perigoso
Quinta, 13 de Abril de 2017

Está se tornando comum demais a cochilada do Grêmio na etapa final das partidas. Ao contrário do que alegou o técnico Renato Gaúcho, não foi apenas no Gre-Nal e no jogo de terça-feira contra o Iquique que o Grêmio fez um primeiro tempo excelente e parou de jogar no segundo. Em algumas vitórias aconteceu o mesmo, mas o adversário não era de qualidade, porque se fosse...

Vejamos o exemplo do jogo contra o Veranópolis. Naquela ocasião, o time de Renato foi para o intervalo também com 3 a 0 no placar. A diferença é que nem Inter, nem Iquique são o Veranópolis. Apesar do desconhecimento do torcedor brasileiro sobre o adversário de terça, o Iquique é líder invicto do campeonato chileno. E, jogando bola, quase empatou o jogo no segundo tempo. Já o Veranópolis não tinha time para reagir. Se tivesse, também teria incomodado. Portanto, o problema do Grêmio vai muito além do soninho e do nana neném perigosos citado por Renato. Ele e a comissão técnica vão ter que trabalhar muito para fazer o time conseguir correr os 90 minutos, e não apenas 45.

Já na semifinal do Gauchão, se Grêmio e Inter não voltarem a se portar como montanhas russas, ambos devem abrir uma boa vantagem para a partida de volta. E, mesmo se não fizerem isso, tanto Grêmio quanto Inter têm condições de reverter qualquer placar (exceto uma goleada) jogando no interior. Gostaria muito que houvesse uma final entre dois times de fora de Porto Alegre, mas pelo cenário que se apresenta, essa está sendo uma possibilidade praticamente impossível de se tornar real.

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